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quinta-feira, 18 de novembro de 2010
PUC-Rio leva Prêmio Inventor
terça-feira, 23 de março de 2010
Petrobras mais assusta do que anima
- 23 Mar 2010
- Valor Economico
Obalanço da Petrobras no quarto trimestre do ano passado, divulgado na sexta-feira, veio um pouco acima das expectativas dos analistas. No entanto, não foi isso que chamou a atenção dos investidores. O mais importante é a relação entre os investimentos e o endividamento da estatal. A companhia aumentou os investimentos para este ano dos R$ 79,5 bilhões inicialmente previstos para R$ 88,5 bilhões, também acima dos R$ 70,7 bilhões do ano passado. Ao mesmo tempo, a alavancagem líquida— relação entre o endividamento líquido e o patrimônio líquido —, que foi de 31% em 2009, não poderá ultrapassar os 35% este ano. Do contrário, a estatal corre o risco de perder a classificação de investimento não especulativo que possui hoje. Para conseguir cumprir a sua meta de investimento sem piorar o nível de alavancagem é mais importante do que nunca que a megacapitalização com os 5 bilhões de barris de petróleo se concretize.
Como essa operação depende da aprovação do Senado e, depois, da definição de todos os aspectos técnicos, como o preço dos 5 bilhões de barris e a participação dos acionistas minoritários, existem grandes chances de ela não ocorrer antes da eleição para presidente da República. Consequentemente, ficará para ser resolvida apenas pelo próximo governo. Se a definição do negócio já era importante para as ações da Petrobras voltarem a se valorizar, agora mais ainda, uma vez que o cumprimento dos investimentos previstos deve depender da entrada desses novos recursos.
“Com essas novas informações, o mercado tem mais para se preocupar com a Petrobras do que se animar”, diz o analista da Gradual Investimentos Flávio Conde. Pelas suas contas, se a companhia de fato investir os R$ 88,5 bilhões e tiver um lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (lajida) na casa dos R$ 60 bilhões, a alavancagem líquida deve subir dos 31% em 2009 para 38%, passando os tais 35% de limite. “Se é realmente importante que a Petrobras respeite esse percentual de endividamento, é cada vez mais importante que se aprove uma emissão de ações”, afirma Conde.
Essa nova pitada de incerteza num cenário que já era nebuloso se refletiu na bolsa. As ações preferenciais (PN, sem voto) da Petrobras fecharam com tímida alta de 0,02%, enquanto as ordinárias (ON, com voto) ficaram estáveis aos R$ 40,55. Esses desempenhos podem não parecer ruins, mas se não fosse essa história do endividamento seria bem possível que os papéis se valorizassem, refletindo o resultado positivo que a companhia teve.
Os relatórios de outras corretoras também mostram a mesma preocupação com relação à estatal. A analista da Ativa CorretoraMônica Araújo, por exemplo, lembra que a alavancagem líquida de 35% e a dívida líquida/lajida de 2,5 vezes representa um nível de endividamento, considerando o lajida dos últimos 12 meses, de quase R$ 150 bilhões, praticamente o dobro do endividamento líquido no fim de 2009 e insuficiente para bancar o programa de investimentos dos próximos cinco anos. “Com isso, fica cada vez mais claro a necessidade de capitalização da empresa, de forma a manter em equilíbrio sua alavancagem financeira”, diz a analista em relatório.
sexta-feira, 19 de março de 2010
Petrobras divulga resultados de 2009 na sexta-feira
A Petrobras divulgará na sexta-feira, depois do fechamento do mercado, o balanço financeiro relativo a 2009. Inicialmente a divulgação aconteceria no dia 26 de fevereiro, mas foi adiada na véspera por problemas de agenda dos conselheiros da companhia, que têm de se reunir para aprovar os números.Na época cogitou-se que o problema teria sido a impossibilidade de a ministra Dilma Rousseff, chefe da Casa Civil e presidente do conselho de administração da estatal, comparecer à reunião do órgão — o que não foi confirmado pela estatal.
Com aumento de 10% no preço do petróleo entre o terceiro e o quarto trimestre do ano passado e recuperação das vendas de combustíveis no mercado doméstico, a Petrobras deve divulgar lucro de R$ 7,4 bilhões a R$ 7,5 bilhões nos últimos três meses de 2009, segundo as projeções dos analistas ouvidos pelo Valor .
Se confirmado, o resultado ficará perto dos R$ 7,3 bilhões apurados em igual período de 2008, o que é considerado um número robusto pelos especialistas.
A expectativa das corretoras é uma receita líquida no último trimestre variando de R$ 48,3 bilhões (Itaú Securities) a R$ 49,2 bilhões (Credit Suisse). No quarto trimestre de 2008, a receita foi de R$ 63,3 bilhões. Já o lucro operacional antes do resultado financeiro e da equivalência patrimonial está sendo projetado em R$ 15,5 bilhões pelo banco suíço, R$ 13,8 bilhões pelo Itaú e R$ 15,4 bilhões pelo Banco Fator.
Entre as razões para o desempenho esperado pelos analistas está a valorização do real, que afeta as receitas de exportação de petróleo e derivados da companhia. O câmbio ofusca parte dos ganhos trazidos pelo aumento de 8% no preço de realização — média dos preços de todos os combustíveis comercializados pela Petrobras — verificado entre o terceiro e o quarto trimestres.
No acumulado do ano, o lucro líquido da companhia deve ficar em torno de R$ 28 bilhões, se as previsões forem confirmadas. O número menor que o resultado de R$ 32,9 bilhões registrado em 2008 (após ajustes contábeis da Lei 11.638) é atribuído ao câmbio, à margem de refino e ao preço do petróleo.
Os investidores da companhia continuam atentos ao trâmite no Congresso dos projetos de lei que vão regulamentar o setor e autorizar a cessão de 5 bilhões de barris de petróleo, que serão capitalizados na estatal.
Sem a capitalização, a Petrobras corre o risco de perder a classificação de “investimento não especulativo” entre 2011 e 2012. Isso porque, mantidos investimentos e o atual nível de endividamento, a alavancagem da companhia poderá chegar a 35% no fim de próximo ano ou início de 2012. Pelos números até setembro, a alavancagem já está em 27%.
A empresa tem um programa de investimentos de US$ 171,4 bilhões previstos no seu plano estratégico até 2013. Mas esse plano prevê apenas US$ 29 bilhões para o pré-sal até 2013, valor que aumenta para US$ 111 bilhões até 2020. O plano estratégico para 2010-2014 está em aberto, já que a companhia não sabe com que recursos poderá contar para tocar os seus inúmeros projetos.
Na época cogitou-se que o problema teria sido a impossibilidade de a ministra Dilma Rousseff, chefe da Casa Civil e presidente do conselho de administração da estatal, comparecer à reunião do órgão — o que não foi confirmado pela estatal.
Com aumento de 10% no preço do petróleo entre o terceiro e o quarto trimestre do ano passado e recuperação das vendas de combustíveis no mercado doméstico, a Petrobras deve divulgar lucro de R$ 7,4 bilhões a R$ 7,5 bilhões nos últimos três meses de 2009, segundo as projeções dos analistas ouvidos pelo Valor .
Se confirmado, o resultado ficará perto dos R$ 7,3 bilhões apurados em igual período de 2008, o que é considerado um número robusto pelos especialistas.
A expectativa das corretoras é uma receita líquida no último trimestre variando de R$ 48,3 bilhões (Itaú Securities) a R$ 49,2 bilhões (Credit Suisse). No quarto trimestre de 2008, a receita foi de R$ 63,3 bilhões. Já o lucro operacional antes do resultado financeiro e da equivalência patrimonial está sendo projetado em R$ 15,5 bilhões pelo banco suíço, R$ 13,8 bilhões pelo Itaú e R$ 15,4 bilhões pelo Banco Fator.
Entre as razões para o desempenho esperado pelos analistas está a valorização do real, que afeta as receitas de exportação de petróleo e derivados da companhia. O câmbio ofusca parte dos ganhos trazidos pelo aumento de 8% no preço de realização — média dos preços de todos os combustíveis comercializados pela Petrobras — verificado entre o terceiro e o quarto trimestres.
No acumulado do ano, o lucro líquido da companhia deve ficar em torno de R$ 28 bilhões, se as previsões forem confirmadas. O número menor que o resultado de R$ 32,9 bilhões registrado em 2008 (após ajustes contábeis da Lei 11.638) é atribuído ao câmbio, à margem de refino e ao preço do petróleo.
Os investidores da companhia continuam atentos ao trâmite no Congresso dos projetos de lei que vão regulamentar o setor e autorizar a cessão de 5 bilhões de barris de petróleo, que serão capitalizados na estatal.
Sem a capitalização, a Petrobras corre o risco de perder a classificação de “investimento não especulativo” entre 2011 e 2012. Isso porque, mantidos investimentos e o atual nível de endividamento, a alavancagem da companhia poderá chegar a 35% no fim de próximo ano ou início de 2012. Pelos números até setembro, a alavancagem já está em 27%.
A empresa tem um programa de investimentos de US$ 171,4 bilhões previstos no seu plano estratégico até 2013. Mas esse plano prevê apenas US$ 29 bilhões para o pré-sal até 2013, valor que aumenta para US$ 111 bilhões até 2020. O plano estratégico para 2010-2014 está em aberto, já que a companhia não sabe com que recursos poderá contar para tocar os seus inúmeros projetos.
Petrobras descobre novo campo de óleo leve em SE
- 17 Mar 2010
- Valor Economico
- Claudia Schüffner
- Do Rio
A Petrobras anunciou ontem mais uma descoberta de petróleo perto de uma área onde já tem estrutura montada de produção na bacia de Sergipe, o que reduz custos e eleva a velocidade de exploração. A empresa informou que descobriu uma acumulação de óleo leve com potencial de reservas estimado em 15 milhões de barris. Trata-se de um volume recuperável pequeno comparado aos gigantes do pré-sal, onde a menor estimativa de reservas até agora— emGuará, na bacia de Santos— varia entre 1,1 bilhão e 2 bilhões de barris.
Dada a proximidade com Piranema (que fica a 28 Km do litoral sergipano), a empresa estuda mais um furo na área e quer interligar o novo poço à plataforma que opera em Piranema. A estatal desenvolve um plano, batizado de “Planóleo”, para intensificar a exploração em áreas próximas àquelas onde já produz.
Na área próxima a Pampo, na bacia de Campos, a estatal estimou que o reservatório tem 25 milhões de barris de reservas recuperáveis. A Petrobras informou que os resultados do “Planóleo” permitirão “aproveitar a capacidade das instalações existentes, diminuir os custos e agilizar a produção de novos volumes de óleo”. Somente Sergipe receberá R$ 1,5 bilhão em investimentos da área de exploração e produção, além dos US$ 131 milhões na Fafen (fábrica de adubos).