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domingo, 21 de novembro de 2010

ABB fornecerá solução em transmissão para a Eletronorte

São Paulo, 17 de Novembro de 2010 - 09:00

ABB fornecerá solução em transmissão para a Eletronorte

Contrato foi fechado por US$20 milhões; instalação será concluída até 2012
Da redação
Fonte MaiorFonte Menor
A ABB fechou contrato no valor de US$20 milhões, com a Centrais Elétricas do Norte do Brasil (Eletronorte). A empresa fornecerá um compensador estático de reativos (SVCs) que ajudará a melhorar a capacidade e a confiabilidade do fornecimento de energia no Maranhão, região Nordeste do Brasil. A instalação do sistema deverá ser concluída até 2012.
A ABB é responsável pelo projeto, fornecimento, instalação e entrada em operação da unidade SVC em São Luís, impulsionando, dessa maneira, o fornecimento de eletricidade por meio das linhas de transmissão existentes de 230kV, para melhorar o controle da tensão e o desempenho do sistema de 500kV durante contingências. A nova unidade funcionará também como uma central, controlando o equipamento instalado anteriormente na subestação São Luís I. 
O SVC faz parte da família de tecnologias FACTS (sistemas flexíveis de transmissão de corrente alternada) da ABB, que aumentam a capacidade, a segurança e a flexibilidade dos sistemas de transmissão de energia e trazem uma contribuição importante para o desenvolvimento de redes elétricas inteligentes. A empresa que, anteriormente, já forneceu a tecnologia à Eletronorte, executa o projeto do SVC de Vilhena, em Rondônia.
“Essa solução tecnológica permitirá o fluxo de mais energia pelas linhas de transmissão existentes e também irá aprimorar a estabilidade da rede elétrica”, declarou Martin Gross, diretor mundial de Sistemas de Redes Elétrica na divisão de Sistema de Potência da ABB, lembrando que a ABB é líder global no setor em expansão de FACTS, com mais de 700 instalações deste tipo em operação ou em construção no mundo.
De acordo com a companhia, as tecnologias FACTS permitem que mais energia chegue aos consumidores com impacto ambiental mínimo, custos de investimento menores e tempos de implementação mais curtos em relação à alternativa tradicional de construir novas linhas de transmissão ou usinas de energia. Elas também ajudam a cuidar dos problemas de estabilidade de frequência e tensão, e permitem que o sistema de transmissão funcione com mais eficiência.


http://www.jornaldaenergia.com.br/ler_noticia.php?id_noticia=5023&id_tipo=2&id_secao=11&id_pai=0&titulo_info=ABB%20fornecer%26aacute;%20solu%26ccedil;%26atilde;o%20para%20a%20Eletronorte

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Linhão do Madeira vai atrasar ao menos três meses, estima Cteep

Linhão do Madeira vai atrasar ao menos três meses, estima Cteep

Empresa avalia que demora na emissão de licença ambiental já tornou impossível cumprir cronograma
Por Luciano Costa
Fonte MaiorFonte Menor
Crédito: gettyimages
O lote D do Linhão do Madeira, com 2.383 quilômetros de extensão, vai atrasar sua entrada em operação em ao menos três meses devido à demora na liberação das licenças ambientais pelo Ibama. A conclusão foi apresentada nesta quarta-feira (10/11) pelo presidente da Cteep, César Ramirez, durante teleconferência com analistas de mercado. A linha, que vai conectar uma subestação em Porto Velho, Rondônia, a outra em Araraquara, interior de São Paulo, vai escoar a produção das hidrelétricas de Jirau e Santo Antonio, que estão sendo implantadas no rio Madeira. A Cteep possui 51% de participação na Interligação Elétrica do Madeira, que ainda tem como sócios Furnas (24,5%) e Chesf (24,5%).
"Tínhamos como limite obter a licença (prévia) em agosto. E, se recebêssemos antes, estaríamos aptos a adiantar um pouco a operação. Agora, passando a data limite, cada mês adicional que demore a LI vai impactar, no mesmo tempo, o término do projeto", revelou o executivo.
Pelo contrato de concessão, a linha tem de estar pronta para funcionamento em fevereiro de 2012. Nas contas de Ramirez, é impossível concluir o projeto antes de maio. O executivo, porém, destaca que a Cteep não teme sofrer penalidades por parte da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), uma vez que a responsabilidade pelo atraso caberia ao órgão ambiental. Ainda assim, ele afirma que a companhia deve protestar junto ao órgão regulador.
"O fato é que o tempo de concessão é diminuído conforme passa o tempo para entrada em operação. Estaremos na Aneel tentando recuperar esse tempo de concessão. Porque com isso você deixa de receber receitas futuras", afirma Ramirez. Segundo o presidente da Cteep, as últimas conversas com o Ibama criaram a expectativa de que a licença prévia saia ainda neste mês de novembro, com a licença de instalação sendo liberada em dezembro.
Leilões
O presidente da Cteep também garantiu que a copanhia estará na disputa do leilão de transmissão que será promovido pela Aneel em 9 de dezembro. Serão 685 quilômetros de linhas e dez subestações na licitação, com previsão de investimentos da ordem de R$890,9 milhões.
"Estamos olhando e vamos participar. Ainda não temos qual dos lotes (iremos disputar), mas certamente vamos estar no leilão", afirmou Ramirez. O executivo ainda lembrou que, como a maior parte dos lotes do certame é de pequeno porte, a Cteep deve acabar entrando sozinha nas licitações, sem se aliar a consórcios.

Depois do linhão do Madeira, Alstom Grid foca em Belo Monte

Depois do linhão do Madeira, Alstom Grid foca em Belo Monte

Companhia fechou contratos de US$400 milhões para ligar Rondônia a São Paulo e agora volta a atenção para o Xingu
Por Milton Leal
Fonte MaiorFonte Menor
Crédito: SXC.hu
Por ter dimensões continentais, o Brasil deve ver as longas linhas de transmissão se tornarem cada vez mais comuns. Depois de arrematar um contrato de US$400 milhões para fornecer equipamentos para os mais de dois mil quilômetros do linhão do Madeira, que interligará as usinas de Santo Antônio e Jirau, em Rondônia, aos centros de carga no Sudeste, a Alstom Grid aguarda pelo leilão do projeto de transmissão que conectará a gigante hidrelétrica de Belo Monte ao Sistema Interligado Nacional (SIN).
Oriunda da cisão dos ativos da Areva T&D, que foi comprada após uma proposta conjunta entre Alstom e Schneider Electric, a Alstom Grid, que fabrica equipamentos e sistemas de transmissão de 72kV a até 800kV, está otimista com o futuro do mercado brasileiro de transmissão, que deve crescer cerca de 40% na próxima década. “O projeto de Belo Monte logicamente está no nosso radar. Estamos esperando a definição de como será feita a transmissão, se todas as linhas serão em corrente alternada ou contínua”, conta o presidente da empresa no Brasil, André Gesualdi, que assumiu a companhia com a experiência de 33 anos atuando na antiga Alstom T&D e na Areva T&D, marcas que antecederam a atual Alstom Grid.
No Brasil, a Alstom Grid está corporativamente instalada em São Paulo, onde são tocadas a unidade de negócios de sistemas, turnkey de subestações, automação e gestão das redes, além da parte de serviços. A companhia também possui a fábrica gaúcha de Canoas, na qual produz transformadores de potência, e a planta mineira de Itajubá, onde é fabricada uma série de componentes para linhas de transmissão.
Gesualdi se mostra bastante confiante quanto ao crescimento da empresa no País. “Estamos vendo um mercado extremamente promissor, crescente. Prevejo o crescimento da empresa no Brasil, não só alinhado com o crescimento do País em si, mas também em virtude dos novos projetos, da Copa do Mundo, Olímpiadas etc".
No ano passado, a divisão brasileira da Alstom Grid faturou R$170 milhões de euros, o que corresponde a 5% do faturamento global da empresa, que possui 90 plantas industriais espalhadas pelo globo. Gesualdi prefere não revelar qual deve ser o incremento no resultado de 2010.
Além do projeto de transmissão do Madeira, para o qual a empresa fornecerá os equipamentos para as estações conversoras / inversoras localizadas em Porto Velho (RO) e Araraquara (SP), a Alstom Grid ainda possui um contrato de R$55 milhões para entregar duas subestações para a Chesf. As instalações são Suape II e Suape III, de 500/230kV – 600MVA e 230/69kV – 200MVA, respectivamente. Recentemente, a companhia também fechou um acordo de R$45 milhões com o Grupo Bertin para fornecer uma subestação e transformadores de potência para uma das usinas termelétricas que o grupo constrói na Bahia.
Como toda empresa do setor elétrico, a da Alstom Grid também está atenta à bola da vez: as smart grids. No Uruguai, a companhia assinou um acordo de cooperação com a Administracion National de Usinas y Transmisiones Electricas para estudo e desenvolvimento de projeto-piloto de rede inteligente. O objetivo do estudo é integrar fontes de energias renováveis, a serem distribuídas por um sistema smart energy que assegura a confiabilidade e a estabilidade da rede. No Brasil, Gesualdi conta que ações conjuntas com a Cemig, Light e Eletropaulo também estão sendo desenvolvidas. "Estamos acompanhando a evolução desse processo. Não vamos ficar de fora", resume. 

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Furnas energiza último circuito da LT Foz do Chapecó-Xanxerê

Linha de transmissão tem 77,2 quilômetros de extensão e 180 torres
Da redação
São Paulo, 28 de Outubro de 2010 - 16:00

Furnas anunciou nesta quinta-feira (28/10) que completou nesta terça a energização do segundo e último circuito da linha de transmissão de 230 kV Foz do Chapecó-Xanxerê. A energização do primeiro circuito havia sido realizada no domingo (24).
A linha de transmissão tem 77,2 km de extensão, 180 torres e atravessa os municípios catarinenses de Águas de Chapecó, Planalto Alegre, Chapecó, Guatambu, Cordilheira Alta, Xaxim e Xanxerê, onde está localizada a Subestação de Xanxerê, pertencente a Eletrosul.
A Engevix é a empresa responsável pela construção do Sistema de Transmissão Associado da hidrelétrica Foz do Chapecó (855 MW), localizada no rio Uruguai, na divisa dos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. A implantação da usina está sob a responsabilidade da Sociedade de Propósito Específico (SPE) Foz do Chapecó Energia, formada por Eletrobras Furnas (40%), CPFL (51%) e CEEE-GT (9%).

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Aneel leiloa 685 km de linhas de transmissão

  • 4 Nov 2010
  • Valor Economico
  • Agência Brasil, de Brasíli

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou ontem o edital para leilão de 685 quilômetros de linhas de transmissão e de dez subestações. Ele está marcado para as 10 horas do dia 9 de dezembro, na Bolsa de Valores de São Paulo.
A previsão de investimentos para a construção das linhas e subestações é de R$ 890,9 milhões. As obras devem criar cerca de 4,5 mil empregos diretos.
Esse será o último leilão de transmissão de energia deste ano. Por meio dele, serão licitados nove lotes em sete Estados: Rio Grande do Sul, Goiás, Paraná, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Pará.
O prazo para a entrada em operação das linhas de transmissão e das subestações varia de 18 a 24 meses.
O edital do leilão será publicado hoje no “Diário Oficial da União” e também ficará disponível na página eletrônica da Aneel na internet. As inscrições devem ser feitas nos dias 6 e 7 de dezembro. Poderão participar do leilão pessoas jurídicas de direito privado nacionais ou estrangeiras, isoladamente ou reunidas em consórcio, além de fundos de investimento.
No leilão, os participante vão entregar as propostas em envelopes fechados. Se a diferença entre a menor oferta e as demais for superior a 5%, vence o proponente da menor proposta. Se a diferença for menor ou igual a 5%, ou se houver empate entre as menores ofertas, o leilão vai prosseguir com lances em viva voz. E, se houver um novo empate, o vencedor será determinado por sorteio promovido pelo diretor do leilão.

terça-feira, 23 de março de 2010

taipu opera abaixo da capacidade até abril

Após apagão no ano passado, linhas de transmissão da usina estão recebendo reforços

Por Luciano Costa, de São Paulo

Fonte MaiorFonte Menor
Divulgação

Itaipu, a segunda maior usina do mundo com 14 mil MW de potência, está operando abaixo de sua capacidade desde o final do ano passado. Após o blecaute que atingiu 18 Estados brasileiros e teve origem em uma falha nas linhas de transmissão que escoam a energia produzida pela usina binacional, o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) decidiu diminuir a carga transmitida pela hidrelétrica.

"Estamos operando Itaipu com redução na capacidade pelo elo de corrente alternada. Essa operação está condicionada principalmente ao fim da estação das chuvas, no final de abril, e à implantação, por Furnas, das instalações conhecidas como 'chapéu chinês', que são proteções para as linhas", explica o assessor da diretoria geral do Operador Nacional do Sistema, Marcelo Prais.

"Os reservatórios estão cheios em todo o País, o PLD está baixo. Esse é o melhor momento para fazermos esses reforços nas linhas", afirma o diretor-geral brasileiro de Itaipu, Jorge Samek. Segundo ele, o isolamento das linhas de Itaberá e algumas outras localidades está sendo testado com condições cinco vezes superiores ao normal para garantir que não haverá mais problemas. "Vai ser muito bom para a segurança do sistema", conclui.

O diretor da hidrelétrica ainda afirma que a menor geração na usina deve continuar até abril. Segundo o Operador Nacional do Sistema (ONS), a operação será mantida até 15 de abril. "A partir daí a carga pode aumentar e, certamente, a partir de 31 de maio, teremos de volta o desempenho usual de Itaipu", prevê Prais. Segundo ele, a linha de Itaipu está operando com 3.500MW médios, algo entre 2.000MW e 3.000MW abaixo do normal.

O assessor do ONS lembra que, devido à menor carga de Itaipu, foi necessário acionar usinas térmicas para suprir a demanda da região Sudeste em alguns momentos, principalmente em fevereiro, quando foram registradas altas temperaturas. "Isso vai gerar impacto na tarifa. A geração térmica fora de mérito é paga pelo Encargo de Serviços de Sistema (ESS) e isso vai se refletir na tarifa de 2011", alerta.