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terça-feira, 19 de outubro de 2010

Nova PCH da Volks

O presidente da Volkswagen do Brasil, Thomas Schmall, anunciou ontem que a montadora vai investir R$ 143 milhões em uma PCH. Com capacidade de 25,5 MW/h a usina será inaugurada no início de 2013. Com três turbinas, vai gerar 22,1 mil toneladas de crédito de carbono por ano. Este é o segundo investimento da Volks do Brasil numa usina hidrelétrica. A primeira, que começou a operar em março, é Central Elétrica Anhanguera, construída no rio Sapucaí, entre as cidades de São Joaquim da Barra e Guará. A segunda ficará próxima ao primeiro empreendimento. 

Fonte: 19 Oct 2010 | Valor Economico 

terça-feira, 30 de março de 2010


Brasil é o sexto país do mundo em investimentos em energia limpa

Relatório coloca país entre os líderes mundiais e destaca potencial eólico nacional
Por Luciano Costa
Fonte MaiorFonte Menor
Don Farrall /Getty Images
A China ultrapassou os Estados Unidos e apareceu pela primeira vez como líder global em investimentos em energias renováveis, com US$34,6 bilhões aplicados no setor em 2009. Os americanos ficaram em segundo lugar, com US$18,6 bilhões, seguidos pelo Reino Unido, com US$11,2 bilhões. Os números são do relatório "G-20 Clean Energy Factbook", elaborado pela fundação Pew Charitable Trusts. O documento ainda mostra o Brasil em sexto lugar no ranking, com US$7,4 bilhões destinados às fontes limpas de energia.
É a primeira vez em cinco anos em que os Estados Unidos aparecem fora do topo. O país, que viu os investimentos no setor caírem 40% no último ano, foi bastante abalado pela crise financeira. A retração só foi superada no último trimestre de 2009, com a aplicação de fundos do governo para incentivar a energia renovável. "Apesar dessa reversão de investimentos, não há razões para se preocupar sobre a posição competitiva dos EUA no mercado", ressalta o relatório.
O documento coloca o Brasil como um "líder do G-20" e lembra que o país "está pronto para um crescimento significativo nos investimentos em energia eólica". Considerando usinas eólicas, plantas a biomassa e Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs), o estudo aponta o Brasil em nono colocado entre os países com mais capacidade renovável instalada, com 8,9GW.
O País também se destaca por haver conseguido avançar sem subsídios governamentais, fortemente aplicados na China e nos Estados Unidos. Segundo o texto, o Brasil anunciou apenas US$2,5 bilhões em fundos de estímulo à geração de eletricidade limpa, enquanto os EUA aplicaram US$66,6 bilhões e a China US$46,9 bilhões no setor.
"Enquanto os investimentos caíram em 2009 devido à crise financeira, o Brasil experimentou a segunda maior taxa de investimentos dos últimos cinco anos", destaca a análise. O País é colocado como segundo maior em renováveis entre os emergentes - atrás apenas da China - e como "um claro líder em energia limpa", com destaque para a capacidade instalada em usinas a biomassa e PCHs.
Tendências O estudo aponta a energia eólica e a solar como as que mais receberam recursos durante o ano. Somente as usinas eólicas foram responsáveis por mais de 50% to total aplicado em fontes limpa sem 2009. "Reconhecida como limpa, segura, competitiva em preços, a energia dos ventos está sendo utilizada como uma importante fonte de eletricidade nas economias líderes em energia verde", analisa o texto.
A geração solar, mais forte nos EUA, Espanha e União Europeia, é vista como "pronta para se expandir". Segundo a fundação americana, os preços da fonte caíram significativamente nos últimos anos - ao mesmo tempo em que as tecnologias avançaram. Por outro lado, o setor de biomassa demonstra uma retração em relação aos anos de 2006 e 2007, quando apresentou forte crescimento.

terça-feira, 23 de março de 2010

Senado discute incentivos para energia gerada a partir do lixo

Projeto propõe preferência em licitações para aterros que gerem eletricidade

Da redação

Fonte MaiorFonte Menor
Getty Images

A geração de energia elétrica a partir dos gases gerados pela decomposição do lixo pode ganhar um incentivo extra com um projeto de lei que será analisado pelo Senado nesta terça-feira (23/11). A Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA) da Casa vai examinar o texto, que propõe preferência em licitações públicas para empresas que demonstrem interesse em explorar o potencial de geração dos aterros sanitários.

A matéria, que sugere a medida para cidades com mais de 200 mil habitantes, é assinada pelo senador Marcelo Crivella (PRB-RJ) e recebeu voto favorável do relator, Jayme Campos (DEM-MT). Campos fez três emendas no projeto para aperfeiçoamento da redação e técnica legislativa e propôs que a autoridade ambiental de cada município deve ainda estabelecer metas para a substituição progressivas de lixões por aterros sanitários.

Após passar pela CMA, a matéria segue para a Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI), onde será analisada em decisão terminativa, ou seja, tem a validade de uma decisão do Senado e vai então para aprovação na Câmara dos Deputados.

BID: energia renovável corresponderá a 80% dos empréstimos nos próximos três anos

Demanda de financiamento pelo setor privado vêm aumentando com queda de preço de equipamentos e aprimoramento regulatório

Alexandre Canazio, da Agência CanalEnergia, Negócios e Empresas
22/03/2010

O Banco Interamericano de Desenvolvimento prevê que a demanda de empréstimos do setor privado para projetos de energia renovável corresponda a 80% do total para o segmento de energia nos próximos três anos. Segundo o BID, aprimoramento regulatório e queda nos preços dos equipamentos estão puxando os investimentos na América Latina e Caribe. Para o organismo multilateral, nos próximos três anos a maior parte dos pedidos de financiamento virá de projetos de fontes renováveis, como eólicas, geotérmicas, biomassa e hidroelétricass.

Atualmente, apenas 30% dos empréstimos vão para projetos de energia limpa, de acordo com o BID. Pelas projeções, divulgadas pelo banco, a demanda de energia vai crescer 50% até 2030 na região, o que vai exigir investimentos de US$ 1,5 trilhão. Apenas nesta década, a região vai precisar de um aumento de 26% na geração de energia elétrica.

O BID aprovou, no ano passado, financiamentos no valor de US$ 1,2 bilhão para o setor privado, sendo que um terço foi usado para financiar projetos de energia renovável e eficiência energética na região. No total, o banco aprovou 33 "projetos verdes" dos setores privados e públicos, totalizando US$ 3,5 bilhões. Desses, 15 foram direcionados para mudanças climáticas e energia renovável, totalizando US$ 2,1 bilhões.