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sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

São Paulo, 03 de Dezembro de 2010 - 09:00

Rio de Janeiro recebe congresso sobre a indústria eólica

Desenvolvimento da geração pela fonte será o centro dos debates
Da redação
Fonte MaiorFonte Menor
O Wind Energy LatAm 2011 é o primeiro evento que discutirá questões relacionadas a projetos, cenários futuros e ao potencial de energia eólica em diversas regiões da América Latina. O congresso será realizado, simultaneamente, com os fóruns de geração de energia que estarão disponíveis no EnerGen LatAm 2011, de 31 de janeiro e 02 de fevereiro.
Entre os diferenciais do encontro está a possibilidade do participante desenvolver negócios junto aos principais players do mercado eólico latino-americano e também ter contato com toda a evolução dos mercados concorrentes de energia solar, hidrelétrica e termelétrica regionais.
A programação inclui rodada de negócios e painéis temáticos que analisarão questões como posicionamento político e regulatório do governo na geração eólica, suporte público e privado, captação de recursos e financiamentos, questões ambientais e técnicas, contrução e manutenção de usinas eólicas, além de novas tecnologias e equipamentos voltados para esse mercado.
Entre os palestrantes confirmados para o evento estão o superintendente de Infraestrutura do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico (BNDES), Nelson Siffert; o presidente do Conselho da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), Antônio Machado; o diretor de Operação e Implantação da MPX, Marcus Temke e o diretor de Geração da Usinas y Transmisiones Eléctricas (UTE Uruguai), Oscar Ferreño. Acesse nossa Agenda para saber mais detalhes.

domingo, 21 de novembro de 2010

Grid operator blown away by wind power’s record output

  • 2 Nov 2010
  • Irish Independent
  • Paul Melia

IT was a big moment for wind power. Last Thursday at 7.45pm, a new record was set for the amount of electricity produced by wind power.
National grid operator Eirgrid said yesterday 1,196 megawatts of electricity were generated – enough to power 250,000 homes.
And using wind instead of fossil fuels prevented 600 tonnes of carbon dioxide, the primary cause of global warming, from being generated.
The Sustainable Energy Authority of Ireland also said it would have cost about € 80,000 to produce an equivalent amount of power in a traditional gasfired plant.
The Irish Wind Energy Association said yesterday that wind power generation had delivered over half of Ireland’s electricity needs a number of times this year.
By 2020, the Government wants 40pc of all power to be produced from renewable sources, and Ireland was set to meet that target, chief executive Dr Michael Walsh said.
“ Ireland is leading the way in demonstrating that high levels of powergeneration from wind are achievable,” Dr Walsh said.

sábado, 20 de novembro de 2010

China anuncia parque eólico de 10.800MW

São Paulo, 19 de Novembro de 2010 - 14:00

China anuncia parque eólico de 10.800MW

Usina, que será implantada em Xinjiang, inicia operação em 2015
Da redação, com informações da China Radio Internacional
Fonte MaiorFonte Menor
A China anunciou nesta semana que aprovou a construção de um parque eólico com 10.800MW de capacidade em Xinjiang. A região, próxima da fronteira com a Mongolia, é considerada uma das com maior potencial para a geração de energia por meio dos ventos no país. A usina, que será instalada na cidade de Hami, tem previsão para iniciar a operação em cinco anos.
A estimativa do governo é de que, somente na cidade de Hami, o potencial para a instalação de usinas eólicas chegue a uma capacidade de 75GW. O parque eólico anunciado para a cidade é um dos sete grandes complexos que o governo chinês pretende inaugurar até 2020, somando mais de 10GW em potência. Somente esses projetos, quando completos, devem representar 60% da capacidade eólica da China. 

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Wind doesn’t blow hard enough


  • The Washington Times Daily
  • By Mackubin Thomas Owens



Green energy requires nuclear-power plants, too

In its quest for a “green” future, the Obama administration proposes to rely on wind power to generate 20 percent of U.S. electrical power by 2030. There are a number of problems with this proposal. First, the European experience illustrates that the hidden costs of wind-power generation require massive subsidies that are borne by taxpayers. Second, wind power is unsuitable for meeting “base load” power demand (as opposed to helping to meet peak power demand).
Third, as Texas has discovered, the cost of transmitting electricity from windy areas to the urban areas that constitute the bulk of electricity demand are staggering. Finally, as Sen. Lamar Alexander, Tennessee Republican and a member of the Senate Environment and Public Works Committee, has observed, the Obama plan would require the construction of 186,000 1.5megawatt, 50-story wind turbines occupying an area the size of West Virginia, as well as 19,000 miles of transmission lines.
There is a better “green” option: nuclear power. The requirement for energy diversity and clean air would seem to support expansion of nuclear-generated electricity. Indeed, nuclear power accounts for about 70 percent of the nation’s carbon-free electricity generation, and is the only base-load energy source that can make a decisive contribution toward reducing greenhouse-gas emissions.
Nuclear energy is also efficient and safe. The efficiency of nuclear power has improved by 36 percent since 1990, the equivalent of adding more than 231 1,000-megawatt power plants. France gets 75 percent of its electrical power from nuclear energy. As for safety, data compiled by the World Association of Nuclear Operators indicates that all of the key indicators of nuclear plant performance — from unplanned reactor shutdowns to radiation exposure — have shown high levels of safety at U.S. nuclear power plants during the past decade.
However, the United States has not ordered a new nuclear plant since 1979 or begun construction of a new reactor for 30 years. And the recent decision by Constellation Energy to terminate the Calvert Cliffs project in Maryland for lack of loan guarantees and the fate of two Texas nuclear projects stalled for the same reason bodes ill for the prospects of a revival of nuclear power.
Ironically, oil-producing countries in the Middle East and beyond are turning to nuclear power. It seems clear that this trend is influenced by their desire to export oil and gas rather than burning it in power plants, but perhaps they foresee reduced Western demand owing to probable carbon-mitigation measures. Qatar, Kuwait and Saudi Arabia are considering going nuclear. The United Arab Emirates already has. So while plans are underway in the Middle East for construction of as many as 15 nuclear plants by 2015, the United States remains idle on the nuclear power front.
Much of the opposition to the expansion of nuclear power comes from environmentalists, who logically ought to embrace a carbon-free means of generating electric power. But not only have environmental activists obstructed the construction of new nuclear-power plants, they also have opposed renewing the licenses of nuclear-power plants currently in operation.
But government policy and economics also play a role in retarding the expansion of nuclear power. The U.S. government can improve the prospects for this carbon-free method of producing electricity by increasing its level of support to include changing the formula for loan guarantees; by turning the nuclear-waste program over to a quasi-government corporation; and by providing incentives for the construction of factory-built small modular reactors that can be fabricated at a fraction of the cost of large nuclear plants.
For economic and environmental reasons, we can’t turn our backs on nuclear power. Mackubin Thomas Owens is professor of national security affairs at the U.S. Naval War College and editor of Orbis, the quarterly journal of the Foreign Policy Research Institute.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

EPE se prepara para desenvolver banco de dados eólico

Usinas vencedoras de leilões vão repassar medições e dados para o órgão do governo
Da redação
Fonte MaiorFonte Menor
Crédito: GettyImages
A Empresa de Pesquisa Energética (EPE), órgão ligado ao Ministério de Minas e Energia que atua no planejamento do setor, começa a receber, a partir de fevereiro, informações dos parques eólicos que foram negociados no primeiro leilão específico da fonte, promovido em 2009. O objetivo do governo é, a partir dessa colaboração, elaborar um banco de dados para desenvolver um inventário do potencial brasileiro de produção de energia a partir dos ventos. Segundo a EPE, a análise trará vários benefícios, como a possibilidade de estudar melhor o comportamento complementar entre a produção eólica e a hidrelétrica.
Os parques que venderam energia nos leilões devem começar a remeter dados à EPE seis meses antes de sua entrada em operação. Assim, o primeiro dos parques viabilizado pelos leilões inicia o envio de informações a partir de 16 de fevereiro. O banco de dados será gerenciado pela própria EPE.
Para se preparar para a empreitada, a EPE promoveu nesta segunda-feira (8/11), em seu escritório no Rio de Janeiro, encontro com os responsáveis técnicos dos parques do primeiro leilão eólico. Durante o evento, foi apresentado o sistema de coleta de informações anemométricas e climatológicas AMA, desenvolvido em parceria com especialistas alemães da GTZ.
Na reunião, estiveram presentes também a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) e o Operador Nacional do Sistema (ONS). Ainda foram discutidos, durante a sessão, procedimentos técnicos, operacionais e de manutenção dos equipamentos de medições. Essas medições deverão trazer informações sobre velocidade e direções dos ventos, temperatura, umidade relativa do ar e pressão atmosférica. Os dados serão enviados quinzenalmente, via internet, para a EPE. 

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Preocupada com o mercado eólico, Vestas programa três mil demissões

São Paulo, 27 de Outubro de 2010 - 18:00
Da redação


Crise europeia e incerteza regulatória faz companhia reduzir previsões para o ano



A dinamarquesa Vestas, que atua globalmente na produção de aerogeradores para energia eólica, mostra preocupação com o cenário para a fonte na Europa em 2011. Embora ainda mantenha as mesmas expectativas para 2010, a companhia vai reduzir os investimentos neste ano de 1 bilhão de euros anteriormente anunciados para 900 milhões.
A previsão é de que o ano termine com contratos fechados quem somem entre 8.000MW e 9.000MW. O mercado da Vestas concentra-se atualmente na Europa, onde foram fechados 50% dos acordos, enquanto as Américas responderam por 30% e a Ásia e a região do Pacífico por 20%.
Com os problemas da economia na região europeia, a dinamarquesa enxerga em 2011 um cenário de "altas incertezas de mercado" e "concorrência acirrada". Por isso, a companhia deve anunciar até o final deste ano mudanças em seu modelo de negócios e em sua contabilidade, o que também pode interferir nos números dos próximos trimestres.
Segundo a Vestas, uma série de componentes sofreu reajustes de preço em 2010 - o que deve continuar acontecendo e afetando a rentabilidade dos novos projetos. A empresa também destaca os déficits no orçamento de diversos países europeus, o que tem prejudicado as vendas e reduzido lucros absolutos no continente. Em contratos, a expectativa é de fechar negócios entre 7.000MW e 8.000MW durante o ano, o que já ficaria abaixo do desempenho de 2010.
Com essa previsão de menor atividade na Europa, a Vestas tomou a decisão de reduzir seu excesso de capacidade de produção na região. Segundo a companhia, o crescimento eólico europeu em 2011 não atenderá suas expectativas. Por isso, a Vestas iniciou negociações para fechar fábricas no continente. O primeiro país atingido será justamente a Dinamarca sede da companhia, onde os custos são maiores. A Vestas também vai cortar cerca de 3 mil empregos em sua sede e em outros países. 

Energia eólica perde força nos Estados Unidos

ão Paulo, 03 de Novembro de 2010 - 18:00
Por Luciano Costa


Crescimento da fonte no país até setembro é o menor registrado desde 2006





Entre julho e setembro, os Estados Unidos completaram a construção de 400MW em novos parques eólicos. Desde janeiro, a fonte cresceu 1.634MW em capacidade instalada. O resultado é o pior registrado no país desde 2006. Em comparação, a China colocou em operação 1.200MW em usinas de geração a partir do vento no último trimestre, enquanto a União Europeia somou mais de 800MW.
Os números foram divulgados na última semana pela Associação Americana de Energia Eólica (AWEA, na sigla original), que lembrou também que os novos parques americanos instalados nesses nove meses representam 71% do que havia sido implantado no mesmo período de 2009. Ao mesmo tempo, fontes de geração emissoras de gases do efeito estufa representaram 39% do crescimento da matriz elétrica americana, enquanto a energia eólica respondeu por 14%.
"A energia eólica americana pode novamente liderar o setor no mundo. Mas, se os políticos não agirem rapidamente para providenciar garantias de investimento por meio de uma meta para energia renovável, e de uma política fiscal de longo prazo, como nossos concorrentes desfrutam, a indústria eólica dos EUA vai ficar de fora", afirmou a CEO da AWEA, Denise Bode.
A associação quer a aprovação pelo Senado de uma lei que trace para o país o objetivo de ter 15% de sua matriz formada por fontes renováveis até 2020, além da continuidade dos financiamentos para o setor. "Isso é o que vai enviar um sinal claro aos investidores de que os Estados Unidos estão abertos para os negócios", garantiu a executiva.

Vestas fecha contratos eólicos de 86MW no País

Companhia vai fornecer para parques que serão instalados na Bahia e no Rio Grande do Norte
Da redação
Fonte MaiorFonte Menor
Crédito: Vestas
A dinamarquesa Vestas anunciou que recebeu pedidos de aerogeradores no Brasil que somam 86MW. As encomendas são para parques eólicos que serão construídos na Bahia e no Rio Grande do Norte, sendo 21 máquinas de 1.8MW para a primeira usina e 16 equipamentos de 3MW para o segundo projeto.
A entrega das turbinas terá início em setembro de 2011 e a expectativa é de que os projetos estejam concluídos no final do ano. A Vestas, porém, devido a termos contratuais, não fornece maiores informações sobre os acordos e os empreendedores com quem os negócios foram fechados.
"Estamos muito contentes em anunciar esse importante contrato que, como outros fatores, mostra a confiança dos clientes em nosso novo produto, a turbina de 1.8MW V100. A máquina é uma importante aposta para para o mercado brasileiro e nós estamos ansiosos para introduzir esse modelo no Brasil", afirmou o presidente da Vestas Mediterrâneo, Juan Araluce.

São Paulo, 03 de Novembro de 2010 - 18:30

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Parques recebem altos investimentos

  • 20 Oct 2010
  • Valor Economico
  • De São Paulo

Os investimentos de empresas na área de fabricação de equipamentos para parques eólicos no Brasil deverão oscilar entre R$ 16 bilhões e R$ 18 bilhões no quadriênio 2010 a 2013. “Há várias multinacionais se instalando no país”, afirma Ricardo de Maya Simões, presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica). A explicação é simples: a capacidade de geração de eólica no país aumentou 77,7% em 2009 em relação ao ano anterior.
Um leilão realizado em dezembro comercializou 1.805 MW, que devem ser entregues até 2012. Estudo divulgado no dia 13 de outubro, em Pequim, pelo GWEC e o Greenpeace, em2030, o vento será responsável por mais de um quinto da eletricidade produzida no mundo, reduzindo em 1,6 bilhão de toneladas a emissão anual de CO2. O estudo estima que naquele ano a energia eólica absorverá 3 milhões de postos de trabalho.
“No Brasil, a partir do leilão no ano passado, o segmento de eólica efetivamente tomou rumo, solidificou”, afirma Manfred Hattenberger, gerente geral para o mercado de eólica da ABB Brasil. Em 2010, o aumento do mercado ficará ao redor de 50%, segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE). A ABB terá a mesma taxa de aumento. “Acreditamos que em 2011/2012, nossos volumes crescerão em torno de 20% ao ano”, diz Hattenberger.
Em agosto, os Leilões de Fontes Alternativas de Energia Elétrica resultaram na contratação de 2.892,2 MW de potência instalada. Em volume, essa capacidade corresponde a 1.159,4 MW médios. No geral, foram contratadas 70 centrais eólicas, 12 termelétricas à biomassa e sete pequenas centrais hidrelétricas (PCHs). Os 89 projetos receberão investimentos de R$ 9,7 bilhões.
A Alstom Brasil Energia e Transporte começa a construção de sua unidade de eólicas no fim deste mês, no Polo de Camaçari (BA), com término previsto para abril de 2011. “A capacidade instalada de produção de aerogeradores corresponde a 300 MW e os investimentos somam R$ 50 milhões com a geração de 150 empregos”, afirma Marcos Costa, presidente do setor de energia da Alstom.
“Os 3.850 MW que foram contratados entre 2009/2010 devem reverter em 40 mil novas contratações entre 2010 e 2013”, diz Ricardo Maya Simões, da ABEEólica. Segundo ele, a companhia trabalha com a hipótese de um mercado de geração de, no mínimo, 2 milMW por ano. “Temos condições de dobrar nossa produção se houver demanda”, afirma Costa. No exercício de abril de 2007 a março de 2008, a empresa faturou R$ 855 milhões no país, saltando para R$ 1,29 bilhão no ano fiscal seguinte.
Líder no fornecimento de turbinas eólicas para aplicação offshore, a Siemens responde por mais de 50% dessas instalações em todo o mundo. Segundo a empresa, a turbina de 3,6 MW conta com mais de 192 unidades instaladas no mundo. Segundo Eduardo Angelo, diretor de energias renováveis da Siemens para a América do Sul, “a empresa tem planos de trazer suas bem-sucedidas experiências no exterior para o país”.
A dinamarquesa Vestas deverá começar a construção de uma fábrica em 2011, em local ainda não definido. Siemens e Gamesa também têm planos de abrir unidades no próximo ano, além da indiana Suzlon , de aerogeradores.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Ventos no Brasil podem gerar mais de 60 mil MW

Preço de contratação já não limita uso dessa fonte alternativa

20 Oct 2010 | Valor Economico | Anamárcia Vainsencher Valor


A energia produzida pelos ventos é uma das fontes alternativas mais recentes no país. Mas é a forma de energia que mais cresce. Segundo o Banco de Informações de Geração da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), há 46 usinas geradoras de eólica no Brasil, com potência total de 835,34 MW. Dos empreendimentos, 83% estão no Nordeste, 17% nos Estados do Sul.

Na primeira região, o maior número de usinas está no Ceará (17 plantas), depois vem a Paraíba (11 unidades). Os números sobre o potencial eólico do país são contraditórios. Primeiro, falava-se em 20 mil MW, agora o prognóstico vai a mais de 60 mil MW. O Atlas do Potencial Eólico Brasileiro, produzido pelo Centro de Referência para Energia Solar e Eólica aponta para 143 GW, volume esse que é medido em torres com 30 a 50 metros de altura, ao passo que hoje são construídas torres de até 100 metros. Nessas, o potencial aumenta para 300 GWh a 350 GW.
A eólica é a fonte energética que mais cresce no mundo. De acordo com o último Global Wind Energy Outlook (GWEO), publicado em outubro, a capacidade instalada do mercado global de eólica cresceu, em média, 28% ao ano, na última década. Em 2010, a capacidade acumulada deve ter evolução anual média de 27%.

A maior parte do potencial eólico do Brasil situa-se nas proximidades dos centros de carga (consumidores). Ricardo Simões, presidente da ABEEólica, reforça a análise do GWEO, segundo a qual a energia gerada pelos ventos é complementar à hidrelétrica, uma combinação que proporciona a base ideal para o desenvolvimento da produção eólica em larga escala.

A integração entre as duas fontes geradores decorre do fato de que os reservatórios hidrelétricos compensam a variabilidade da produção eólica. Por exemplo, no Nordeste, a produção de eólica ocorre tipicamente entre maio e novembro, justo o período seco da maior parte das hidrelétricas do Sistema Interligado Nacional. A energia eólica tem sazonalidade inversa à das UHEs: os ventos são mais fortes e constantes quando os reservatórios estão com seus níveis mais baixos, o que representa um aumento virtual da capacidade de armazenamento das hidrelétricas.

Um dos fatores que poderiam inibir o investimento e a contratação de energia eólica era preço. Cenário que mudou desde o leilão de agosto, diz o presidente da ABEEólica. Nele, a energia eólica foi a mais barata das fontes renováveis, fechando em um preço médio de R$ 122,69 por MWh, um deságio de 26,5% em relação à tarifa teto estabelecida (R$ 167 o MWh). Resultado: de 89 projetos vencedores, 70 foram de geração eólica. O leilão contratou mais 388,7 MW médios, que totalizam 801,7 MW em capacidade instalada.

Os investidores em eólica são as principais empresas do setor energético, que optaram por diversificar a produção para responder à sinalização do último plano energético nacional, e para dominar todas as rotas possíveis de produção, diz Charles Lenzi, presidente-executivo da Associação Brasileira de Energia Limpa (Abragel). Pelas contas da entidade, enquanto uma eólica demanda investimento de R$ 4 milhões por MW instalado, uma PCH consome R$ 6 milhões.

O Parque Eólico de Osório, em operação comercial desde janeiro de 2007, é o único projeto da fonte em operação no Rio Grande do Sul. Responde por cerca de 20% do total de energia produzida pelos ventos no Brasil, segundo a Aneel. A Ventos do Sul Energia, empresa constituída especificamente para a implantação do Parque de Osório, é controlada (cerca de 91% do capital) pelo grupo espanhol Elecnor, através da subsidiária Enerfin. A fabricante brasileira Wobben Windpower — subsidiária da alemã Enercon — é sócia minoritária do empreendimento.


Osório foi o primeiro parque eólico do Brasil, e opera com tecnologia de última geração. Suas 75 torres têm 100 metros de altura e 70 de diâmetro, cada uma com capacidade para 2 MW, com produção de 150 MW. Esse volume pode abastecer metade da população de Porto Alegre, ou seja, 750 mil residências, ilustra o presidente da Ventos do Sul, Telmo Magadan. Segundo ele, por seu pioneirismo, o parque de Osório contribuiu para demonstrar a viabilidade da energia movida a vento, com total integração à região, à paisagem e à rede elétrica. Importante incentivo ao empreendimento, diz Magadan, foi o Proinfa, que estimulou iniciativas como a da Elicnor, que destinou R$ 670 milhões a Osório. 



sexta-feira, 19 de março de 2010

Alstom: fábrica de aerogeradores foca próximos leilões

Companhia quer fornecer para o leilão de reserva que acontece esse ano

Por Luciano Costa, de Porto Velho (RO)*

Fonte MaiorFonte Menor
Alstom/Divulgação

A fábrica de aerogeradores e componentes eólicos da Alstom que será instalada na Bahia não vai fornecer equipamentos para as usinas que venderam energia no primeiro leilão exclusivo da fonte, que foi realizado pelo governo no final do ano passado e contratou 1.805MW.

"Não vamos ter tempo para fornecer para esses empreendedores (do último leilão), mas nosso foco já está no próximo certame. Neste, com certeza teremos uma participação como fornecedores", afirmou nesta quinta-feira (18/03) o presidente da companhia no Brasil, Philippe Delleur, que participou da inauguração da nova fábrica que visa fornecer equipamentos para as hidrelétricas que serão instaladas no Norte do País.

Cerca de R$50 milhões será investidos na indústria eólica. A construção da planta deve ter início ainda no primeiro semestre deste ano. A entra em operação está prevista para ocorrer no primeiro semestre de 2011. "Esse último leilão de energia eólica sinalizou que a fonte vai entrar na matriz energética brasileira no longo prazo", opinou.

* O repórter viajou a convite da Alstoma

segunda-feira, 15 de março de 2010

UE planeja grande rede de transmissão para eólicas offshore

Projeto promomete capacidade instalada de 40GW até 2020 e 80GW em 2030

Da redação

Fonte MaiorFonte Menor
Reprodução



Um consórcio composto por dez empresas europeias firmou em Londres a criação de uma rede elétrica pan-europeia que conectará os grandes parques marinhos construídos tanto por governos de vários membros da UE como pelo setor privado. A nova organização se denomina Amigos da Super Rede (FOSG, na sigla em inglês).

Segundo os membros do consórcio, a Super Rede é definida como um "sistema de transmissão elétrica, baseado em corrente contínua, projetado para facilitar a geração em larga escala de energia sustentável em áreas remotas para transmissão em centros de consumo. Um de seus principais atributos será a interligação do mercado na eletricidade".

O pool de investidores é composto por empresas que já atuam no setor de geração de energia, tanto na criação das infraestruturas de alta tensão de corrente contínua, como na criação das tecnologias necessárias ao projeto. Seus membros são 3E, Areva T&D, Deme Blue Energy, Elia, Hochtief Construction AG, Mainstream Renewable Power, Parsons Brinckerhoff, Prysmian Cables & Systems, Siemens e Visser & Smit Marine Contracting.

A promoção da Super Rede recebeu forte respaldo em setembro de 2009 por parte da Associação Eólica Europeia (EWEA, na sigla em inglês), que apresentou o plano "Oceans of Opportunity" (algo como Mar de "Possibilidades"). O documento expõe com detalhes as redes necessárias para o empreendimento conseguir gerar 40GW em 2020 e mais que o dobro do mesmo volume em 2030.

Tanto FOSG como EWEA exigem a publicação, por parte da Rede Europeia de Operadores dos Sistemas de Transmissão (Entso-E), de um plano de desenvolvimento de infraestruturas para poder integrar os 40GW previstos em 2020.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Energia eólica cresce 31% em 2009, aponta associação

Estados Unidos e China lideram mercado; Brasil tem posição

de destaque na América Latina

Por Luciano Costa

Fonte MaiorFonte Menor
Getty Images

A energia eólica teve em 2009 o seu maior crescimento anual desde 2001. Foram inaugurados em todo o mundo novos parques que somam 38.312MW em capacidade instalada, totalizando 159,2GW. O número corresponde a uma expansão de 31,7% da fonte, em comparação ao ano anterior.

Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (11/03) pela Associação Mundial de Energia Eólica (WWEA), que publicou seu relatório anual sobre o setor. Segundo a entidade, o desempenho mostra uma tendência da fonte em dobrar sua potência instalada a cada três anos.

A geração de energia eólica no mundo alcançou 340TWh em 2009 - o que equivale ao consumo total de eletricidade da Itália e a 2% da demanda global por energia. O relatório da associação prevê uma expansão de 27,8% em 2010, com a potência instalada crescendo para 203,5 mil MW. Com base nessas previsões, a WWEA acredita que seja possível chegar a 2020 com uma capacidade global próxima aos 2.000 GW em 2020.


O cenário apontado no estudo da associação mostra que Estados Unidos e China continuam à frente do resto do mundo em relação ao desenvolvimento da fonte. Em 2009, os chineses foram responsáveis por 36% da capacidade eólica implantada no globo, com mais de 13.000MW. O país é seguido pelos americanos, que construíram 25,9% da potência instalada ao longo do ano. Em terceiro lugar, e bem distante dos dois, aparece a Espanha, com 6,4%.

Em porcentagem de crescimento no campo eólico, quem aparece como líder é o México, que quadruplicou a potência eólica instalada. O país é seguido pela Turquia, que avançou 138,9% e pela China, com 113%. Com essa expansão, a China ultrapassou Alemanha e Espanha para se tornar o segundo país do mundo em capacidade de geração de energia a partir dos ventos, com 16,3% do mercado. Em primeiro lugar aparecem os Estados Unidos (22,1%) e em terceiro a Alemanha (16,2%). Apesar de não ter a liderança, a China é apontada pela WWEA como "locomotiva da indústria eólica mundial" e "o maior mercado para novas turbinas" devido a seu acelerado ritmo de crescimento nos últimos anos.

Os parques eólicos offshore, construídos em alto mar, também apresentaram um grande crescimento no período. Foram 454,3MW construídos no mundo, o que representa um avanço de 30,5%. Até o final do ano, já estavam instalados 1.956MW offshore no globo, com maior concentração no Reino Unido, na Dinamarca e na Holanda. Em 2009, a Dinamarca foi quem mais apostou na fonte, com 237MW em usinas implantadas - seguido pelo Reino Unido, com 104MW.

O mercado latinoamericano, por sua vez, foi o que apresentou a maior alta do setor. A energia eólica cresceu 113,3% na região, alcançando uma capacidade instalada total de 1.406MW. A WWEA ressalta a importância da expansão após anos de estagnação e atribui o resultado ao Brasil e ao México, que implantaram, respectivamente, 600MW e 402MW em novos parques. "Especialmente o Brasil está em posição de estabelecer-se como líder na região, por tem também uma indústria doméstica forte, que já conta com empresas internacionais", analisa o relatório.