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terça-feira, 23 de março de 2010

EPE confirma que novo Plano Decenal não terá termelétricas

Diretor afirma que documento vai traçar expansão da matriz com hidrelétricas e fontes renováveis

Por Luciano Costa, de São Paulo

Fonte MaiorFonte Menor
Getty Images

O próximo Plano Decenal de Energia (PDE) 2009-2018, que está sendo elaborado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), não vai contemplar novas usinas termelétricas movidas a combustíveis fósseis, como óleo combustível, diesel, gás natural e carvão. A informação,que já havia sido antecipada pelo Jornal da Energia, foi confirmada à reportagem nesta terça-feira (16/03) pelo diretor de estudos econômicos e energéticos da EPE, Amílcar Guerreiro.

"Haverá térmicas, mas somente aquelas que já estão leiloadas. A gente consegue atender a demanda sem a necessidade delas, com hidrelétricas, eólicas, biomassa. Haverá apenas essas térmicas renováveis, a biomassa, sem usinas a combustíveis fósseis", afirmou Guerreiro, que participou do 12º Enercon, promovido pelo IBC, em São Paulo.

Um indicativo nesse sentido já havia sido dado pelo governo no ano passado, quando o leilão A-5, que estava dominado por térmicas e que seria realizado em dezembro, foi cancelado devido à falta de licença ambiental para as usinas hidrelétricas que deveriam participar do certame. Neste ano, a expectativa é de que sejam licitadas, além de Belo Monte (11.233MW), outras sete usinas que somam mais de 4,1 mil MW de potência.

A EPE já entregou aos órgãos ambientais os primeiros Estudos de Impacto Ambiental (EIA) das usinas São Manuel (700MW) e Foz do Apiacás (230MW). O órgão quer, ainda em março, protocolar também os estudos referentes às hidrelétricas Teles Pires (1.820MW) e Sinop (430MW). "O licenciamento é sempre demorado e complicado, mas nós chegaremos lá", garantiu o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, ao comentar o movimento do governo para conseguir leiloar os projetos.

Certames de fontes alternativas, como biomassa, PCHs e eólicas, também são vistos como um meio de garantir um futuro sem térmicas. "A julgar pelo resultado do leilão promovido em dezembro, as eólicas têm muita competitividade e, assim, a tendência é de que aumentem a participação na matriz", analisa o diretor da EPE. Ele ressalta que há algumas questões que ainda precisam ser estudadas, mas afirma que "ainda há muitos bons projetos e potencial a ser aproveitado".

sexta-feira, 19 de março de 2010

EPE confirma que novo Plano Decenal não terá termelétricas

Diretor afirma que documento vai traçar expansão da matriz com hidrelétricas e fontes renováveis

Por Luciano Costa, de São Paulo

Fonte MaiorFonte Menor
Getty Images

O próximo Plano Decenal de Energia (PDE) 2009-2018, que está sendo elaborado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), não vai contemplar novas usinas termelétricas movidas a combustíveis fósseis, como óleo combustível, diesel, gás natural e carvão. A informação,que já havia sido antecipada pelo Jornal da Energia, foi confirmada à reportagem nesta terça-feira (16/03) pelo diretor de estudos econômicos e energéticos da EPE, Amílcar Guerreiro.

"Haverá térmicas, mas somente aquelas que já estão leiloadas. A gente consegue atender a demanda sem a necessidade delas, com hidrelétricas, eólicas, biomassa. Haverá apenas essas térmicas renováveis, a biomassa, sem usinas a combustíveis fósseis", afirmou Guerreiro, que participou do 12º Enercon, promovido pelo IBC, em São Paulo.

Um indicativo nesse sentido já havia sido dado pelo governo no ano passado, quando o leilão A-5, que estava dominado por térmicas e que seria realizado em dezembro, foi cancelado devido à falta de licença ambiental para as usinas hidrelétricas que deveriam participar do certame. Neste ano, a expectativa é de que sejam licitadas, além de Belo Monte (11.233MW), outras sete usinas que somam mais de 4,1 mil MW de potência.

A EPE já entregou aos órgãos ambientais os primeiros Estudos de Impacto Ambiental (EIA) das usinas São Manuel (700MW) e Foz do Apiacás (230MW). O órgão quer, ainda em março, protocolar também os estudos referentes às hidrelétricas Teles Pires (1.820MW) e Sinop (430MW). "O licenciamento é sempre demorado e complicado, mas nós chegaremos lá", garantiu o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, ao comentar o movimento do governo para conseguir leiloar os projetos.

Certames de fontes alternativas, como biomassa, PCHs e eólicas, também são vistos como um meio de garantir um futuro sem térmicas. "A julgar pelo resultado do leilão promovido em dezembro, as eólicas têm muita competitividade e, assim, a tendência é de que aumentem a participação na matriz", analisa o diretor da EPE. Ele ressalta que há algumas questões que ainda precisam ser estudadas, mas afirma que "ainda há muitos bons projetos e potencial a ser aproveitado".

Demanda do leilão de renováveis está aquecida, diz EPE

Órgão afirma que já recebeu um número significativo de cadastros para o certame de reserva

Por Luciano Costa

Fonte MaiorFonte Menor
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A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) recebeu cadastro de um "número significativo" de projetos de fontes alternativas de energia elétrica, que englobam as as usinas de biomassa, eólicas e pequenas centrais hidrelétricas (PCHs), para o leilão de reserva que será realizado no segundo semestre.

De acordo com o diretor de estudos de energia elétrica da EPE, José Carlos de Miranda Farias, o número de empreendimentos inscritos já viabiliza o certame. “Já tenho bastantes projetos, mas por hora, um número relativamente pequeno. A maior parte chega três dias antes do fim do prazo para o cadastro”, disse o executivo.

O prazo de cadastramento dos empreendimentos, que se encerraria em 08 de março, foi ampliado para 15 de abril. “Têm muitos projetos que já estavam no leilão anterior (de eólicas). Agora, eu tenho que dar mais tempo para os empreendedores. O pessoal está trabalhando para melhorar os projetos e torná-los mais competitivos. Agora é hora de negociar ou até rever a própria certificação para aumentar o fator de capacidade. Nós esperamos muitos projetos”.

Belo Monte será mais barata que as hidrelétricas do Madeira

TCU aprova orçamento de R$19 bilhões para as obras e preço-teto do leilão de R$83 por MWh

Por Milton Leal

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O Tribunal de Contas da União aprovou nesta quarta-feira (17/03) o novo orçamento e preço-teto do leilão da usina hidrelétrica de Belo Monte (11.233MW).

O TCU elevou de R$16 bilhões para R$19 bilhões o custo total de construção do empreendimento e incrementou em 22% o preço inicial da licitação da planta, que será disputada a partir de R$83 o MWh. Apesar disso, o projeto do rio Xingu, no Pará, será mais vantajoso que as hidrelétricas de Santo Antônio (3.150MW) e Jirau (3.450MW), que estão sendo erguidas no rio Madeira, em Rondônia.

De acordo com o acórdão do TCU, que aprovou os números elaborados pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), a relação entre investimento e a energia assegurada da hidrelétrica de Belo Monte é de R$4.227/KW, contra R$4.280/KW de Santo Antônio e R$4.425/KW de Jirau. O relatório ainda destaca que, em função da escala, já que a potência de Belo monte é quatro vezes a de Santo Antônio, pode-se esperar um valor ainda menor para a planta do Xingu.

Quando se compara o investimento com a potência instalada de cada usina, a diferença é ainda maior. Belo Monte apresenta uma relação de R$1.665/KW, enquanto Santo Antônio e Jirau registram R$3.000/KW e R$2.600/KW, respectivamente.

Nesta quinta-feira, a diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) realiza reunião extraordinária, às 10h, em Brasília (DF), para aprovar o edital do certame, que deverá ocorrer, após 30 dias da publicação do documento no Diário Oficial da União.

O valor total do investimento na usina subiu porque foram incorporados no orçamento R$762 milhões decorrentes de exigências ambientais impostas pela licença prévia emitida pelo Ibama. Além disso, houve incrementos referentes aos custos indiretos de implantação da obra, alterações para cima no custo de capital próprio e de terceiros e o custo marginal de referência (CMR) também sofreu aumento. Em contrapartida, a taxa de risco cambial caiu de 1,5% para 1%.

O preço-teto, que foi proposto pela EPE, é 32% menor que o preço inicial estipulado para os leilões da usina de Santo Antônio (R$122 por MWh) e quase 9% inferior aquele determinado para a licitação de Jirau (R$91 por MWh).

Consórcios

Até agora, dois consórcios já se formaram para disputar o empreendimento. De um lado, as construtoras Camargo Corrêa e Odebrecht lideram o primeiro grupo. Andrade Gutierrez, Vale, Neoenergia e Votorantim vão disputar na outra ponta.

Nesta quarta, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse que a pasta divulgaria a forma de participação da Eletrobrás no leilão da usina de Belo Monte. Segundo Lobão, o governo iria decidir se uma subsidiária da empresa entraria em um dos consórcios que irão disputar o certame ou se a estatal entraria como sócia do consórcio vencedor após a licitação. Até o fechamento desta matéria, o ministério ainda não havia feito qualquer pronunciamento oficial.

São Paulo, 18 de Março de 2010 - 18:48

Eletrobrás entrará em leilão com subsidiárias e terá 49% de Belo Monte

Cada consórcio na disputa pela usina terá duas empresas do grupo entre seus membros

Por Luciano Costa, de Porto Velho (RO)*

Fonte MaiorFonte Menor
Agência Brasil

A Eletrobrás definiu como se dará sua participação no leilão da hidrelétrica de Belo Monte, que será construída no rio Xingu (PA). Segundo o Ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, a decisão foi tomada nesta quinta-feira (18/03). Quatro subsidiárias da estatal estarão no certame, duas em cada um dos dois grupos que devem disputar a usina. Chesf, Eletronorte, Eletrosul e Furnas foram as escolhidas pela holding para a licitação, mas ainda não há a definição de quais estarão juntas e em quais consórcios.

Até agora, dois grupos já se formaram para disputar o empreendimento. De um lado, as construtoras Camargo Corrêa e Odebrecht lideram o primeiro consórcio. Andrade Gutierrez, Vale, Neoenergia e Votorantim vão disputar na outra ponta. "Está tudo preparado, estamos aguardando os grupos se formarem. Nossa expectativa é de que o certame vai ser um sucesso. Ainda há tempo e tudo pode acontecer, mas tudo caminha para termos dois consórcios na disputa, o que é muito bom", afirmou o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim.

A usina teve o orçamento aprovado pelo Tribunal de Contas da União nesta quarta-feira (17/03). O valor da construção da hidrelétrica foi fixado pelo tribunal em R$19 bilhões, enquanto que o preço-teto para o leilão ficou em R$83 por MWh. Na avaliação da Alstom, que inaugurou nesta quinta uma fábrica em Rondônia que tem como uma das metas fornecer equipamentos para as usinas do Norte, como Belo Monte, o valor é insatisfatório. "Precisamos ainda ter acesso a todos os dados, mas, a princípio, o custo está baixo, tanto o da usina quanto o da tarifa", avaliou Philippe Delleur, presidente do grupo no Brasil.

A Aneel também aprovou nesta quinta o edital do leilão de Belo Monte. O certame ocorrerá em 20 de abril, por sistema eletrônico, em ambiente fechado, na sede da agência, em Brasília. As inscrições serão feitas on-line, nos dias 13 e 14 de abril de 2010.

A UHE de Belo Monte terá capacidade instalada de 11.233MW, com geração de 4.571MW médios de garantia física. O empreendimento será composto por três sítios distintos (Belo Monte, Bela Vista e Pimental. O vertedouro principal e a casa de força secundária, com seis turbinas Bulbo e potência total de 233,1 MW, ficarão em Pimental. A casa de força principal, com 18 turbinas Francis com capacidade total de 11 mil MW, será instalada em Belo Monte. O vertedouro complementar ficará no Sítio Bela Vista. As duas casas de força serão instaladas no município de Vitória do Xingu (PA).

O percentual de energia a ser negociado no Ambiente de Contratação Regulada (ACR) será de, no mínimo, 90%, caso não haja participação de autoprodutores na sociedade de propósito específico, enquanto que o remanescente poderá ser destinado ao mercado livre. Se houver autoprodutor, a parcela para o mercado regulado deve ser de, no mínimo, 70%, sendo que, obrigatoriamente, no mínimo 10% deverão ser destinados a estes agentes.

* O repórter viajou a convite da Alstom

** Nota da redação: a reportagem foi alterada às 20h04 para inclusão de informações

terça-feira, 16 de março de 2010

EPE espera entregar EIA de mais duas usinas do Teles Pires ainda em março

Empresa já protocolou estudos de São Manoel e Foz do Apiacás em Ibama e órgão ambiental de Mato Grosso. Usinas podem ir a leilão ainda em 2010

Da Agência CanalEnergia, Meio Ambiente
10/03/2010

A Empresa de Pesquisa Energética prevê a entrega de mais dois estudos de impacto ambiental de usinas do rio Teles Pires para ainda este mês. Serão protocolados os EIAs das hidrelétricas Teles Pires (1.820 MW) e Sinop (430 MW). O rio Teles Pires fica entre o Mato Grosso e o Pará. Como informou a Agência CanalEnergia, na semana passada, a EPE já havia protocolado os estudos das usinas de São Manoel e Foz do Apiacás.

São Manoel, de 700 MW, teve estudo protocolado no Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis. De acordo com a EPE, o Ibama terá 30 dias para avaliar o estudo. A partir do aceite, o EIA seguirá para análise técnica e consulta aos demais órgãos envolvidos no licenciamento ambiental. O prazo é de 180 dias.

A usina será instalada em área entre os biomas Cerrado e Amazônico. Foram identificadas 813 espécies da fauna terrestre, 245 espécies de peixes e 584 espécies vegetais. Já a hidrelétrica Foz do Apiacás, com 230 MW, teve o estudo entregue à Secretaria de Meio Ambiente do Mato Grosso. Na área da usina foram encontradas 843 espécies de fauna terrestre, 193 de peixe e 535 de vegetais.

As hidrelétricas, que vão operar a fio d'água, devem ser licitadas ainda este ano, segundo as projeções da EPE. A EPE salienta que as quatro usinas alagam, em média, 0,20 quilômetros quadrados por megawatt gerado, abaixo da média nacional de 0,49 km²/MW.

sexta-feira, 12 de março de 2010

EPE conclui estudo ambiental de duas hidrelétricas no Mato Grosso

Usinas de São Manoel e Foz do Apiacás somam 930MW de potência instalada

Da redação

Fonte MaiorFonte Menor
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A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) concluiu no final de fevereiro os primeiros Estudos de Impacto Ambiental (EIA) de duas hidrelétricas no Mato Grosso. Os trabalhos, elaborados pela equipe da Superintendência de Meio Ambiente do órgão, envolvem as usinas de São Manoel e Foz do Apiacás, que somam 930MW de potência instalada. Com a entrega dos estudos aos órgãos ambientais federal (Ibama) e estadual (Sema), o governo espera que os projetos possam entrar nos leilões de energia que serão realizados ainda neste ano.

A hidrelétrica de São Manoel (700MW) terá os documentos analisados pelo Ibama, que conta com um prazo de 30 dias para dar ou não um aceite para os papéis. A partir do aceite, o EIA segue para análise técnica e consulta aos demais órgãos envolvidos no licenciamento ambiental, com um prazo de 180 dias. A usina, a fio d´água, será instalada no rio Teles Pires, em uma área entre os biomas Cerrado e Amazônico. Segundo a EPE, o local apresenta alta biodiversidade, com 813 espécies da fauna terreste, 245 espécies de peixes e 584 espécies vegetais identificadas. Na região da usina de Foz do Apiacás (230MW) que será implantada no rio Apiacás, afluente do Teles Pires, foram encontradas 843 espécies da fauna terreste, 193 de peixes e 535 de vegetais.

Além desses dois empreendimentos, a EPE afirma que irá protocolar ainda em março os EIAs das usinas Teles Pires (1.820MW) e Sinop (430MW), ambas no rio Teles Pires. O presidente da EPE, Maurício Tolmasquim, mostra confiança em um processo de licenciamento sem maiores complicações. "Nenhum desses projetos atinge unidades de conservação ou terras indígenas. Além disso, as quatro usinas alagam, em média, 0,20km² por MW gerado, contra uma média brasileira de 0,49km²/MW".

A participação de hidrelétricas nos leilões de energia que serão realizados neste ano é uma das prioridades do governo. Nesta semana, a Agência Nacional de Águas concedeu de uma só vez cinco Declarações de Reserva de Disponibilidade Hídrica (DRDH) para projetos no rio Parnaíba, entre o Maranhão e o Piauí. Os aproveitamentos são para as usinas Uruçuí (134MW), Ribeiro Gonçalves (113MW), Cachoeira (58MW), Estreito (56MW) e Castelhano (64MW), totalizando 425MW.