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quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Francis Turbine - Three Gorges
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Distribuição: Ampla
Ampla tem lucro 124,3% maior no trimestre
Distribuidora, que atua em 66 cidades do RJ, investiu R$103,5 milhões no período
Da redação
A distribuidora Ampla Energia, cuja área de concessão abrange 73% do Estado do Rio de Janeiro, somando 66 cidades e 2,6 milhões de clientes, registrou um lucro líquido de R$46,1 milhões no terceiro trimestre. O resultado é 124,3% maior do que o apresentado no mesmo período do ano passado. A melhoria é explicada pela empresa com base principalmente no resultado operacional, que teve alta de 92,5%, chegando a R$57,3 milhões.
O EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da companhia totalizou R$161,4 milhões, uma expansão de 55,6% frente ao número do mesmo trimestre de 2009. A empresa, em seu balanço, afirma que a variação positiva é consequência da redução de custos e despesas, que caíram 8,8% e aumentaram o resultado operacional. A margem EBITDA fechou o período em 35,8%, incremento de 9 pontos percentuais em relação ao 3T09.
Os investimentos da Ampla no trimestre totalizaram R$103,5 milhões ante os R$111,1 milhões no 3T09, representando uma redução de 6,8%. O foco foi em novas conexões (R$44,7 milhões) e no combate às perdas de energia (R$40,6 milhões). Os recursos contra as perdas, porém, foram 18,2% menores do que no terceiro trimestre de 2009. De acordo com a companhia, houve "pequenos desvios na produção dos projetos no trimestre, que já estão sendo compensados e deverão ser recuperados até o final de 2010".
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PUC-Rio leva Prêmio Inventor
O Prêmio Inventor 2010, da Petrobras, contemplou três projetos do Centro Técnico Científico da PUC-Rio (CTC/PUC-Rio) desenvolvidos por seis pesquisadores na universidade a partir de parcerias com a companhia. A cerimônia de entrega dos prêmios será realizada no dia 19 de novembro, na sede da petroleira.
Uma das pesquisas premiadas foi realizada no Departamento de Engenharia de Materiais do CTC/Puc-Rio, orientada pelo professor Luiz Alberto Cesar Teixeira, em conjunto com pesquisadores do Cenpes e da Escola Química da UFRJ (EQ-UFRJ). O estudo desenvolveu uma solução tecnológica possibilita a remoção do poluente boro de águas provenientes da exploração de petróleo.
O resultado encontrado permitiu que o óxido de magnésio, mesmo após a retenção do boro, mantenha-se como um produto viável industrialmente, podendo ser aproveitado na produção de vidros e na agricultura como corretivo de solos. Além disso, a água descontaminada pode ser descartada no mar, limpa e sem poluentes.
O Centro de Estudos em Telecomunicações (CETUC) do CTC/PUC-Rio, por sua vez, conquistou dois prêmios, ambos na área de segurança e prevenção de acidentes. As pesquisas foram realizadas no Centro de Pesquisa em Tecnologia de Inspeção (CPTI).
Um dos projetos premiados foi o sistema que monitora os movimentos de linhas flexíveis em ambiente submarino, dos professores e engenheiros Jean Pierre Von Der Weid, Marco Grivet, Miguel Andrade de Freitas e Marcelo Roberto Jimenez. O sistema criado pelo grupo permite que haja um reparo antes de acontecer um desastre ecológico.
O segundo prêmio foi concedido ao trabalho realizado pelo engenheiro pesquisador José Augusto Pereira da Silva. Em parceria com a Petrobras e a EngeMovi, foi criado o AURI (Autonomous Underwater Riser Inspection), o primeiro robô no mundo capaz de inspecionar oleodutos flexíveis, chamados risers. O protótipo contém uma câmera, que fotografa toda a superfície externa do oleoduto para identificação de defeitos. O equipamento é capaz de atingir 1.000 m de profundidade. Além de reduzir custos, a solução permite maior velocidade no monitoramento e na manutenção dos oleodutos, prevenindo acidentes como vazamentos de óleo.
Location Assisted Routing Techniques for Power Line Communication in Smart Grids
Smart Grid collectively refers to various visions of how energy generation, distribution, and consumption should be managed to overcome many of the shortcomings of today's electricity grids and to sustain our ever more electricity dependent societies. One important enabling component of Smart Grid will be a fine-grained and reliable communications infrastructure that links together the many elements of the grid. Since by definition all these elements are connected to power lines, power line communications (PLC) technology is a natural candidate to build parts of such an infrastructure. In this paper, we consider the use of PLC in low- and medium-voltage distribution grids to connect network nodes (e.g., meters, actuators, sensors) through multihop transmission. In particular, we address the problem of routing of unicast messages making use of the stationarity of nodes. To this end, we motivate and investigate the application of geographic routing protocols and gauge their performance with respect to energy consumption and transmission delay.
This paper appears in: Smart Grid Communications (SmartGridComm), 2010 First IEEE International Conference on
Issue Date : 4-6 Oct. 2010
On page(s): 274 - 278
Location: Gaithersburg, MD, USA
Print ISBN: 978-1-4244-6510-1
Digital Object Identifier : 10.1109/SMARTGRID.2010.5622056
Date of Current Version : 04 Novembro 2010
This paper appears in: Smart Grid Communications (SmartGridComm), 2010 First IEEE International Conference on
Issue Date : 4-6 Oct. 2010
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Print ISBN: 978-1-4244-6510-1
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Smart grid education models for modern electric power system engineering curriculum
The emerging clean-energy smart grid environment in the electric power sector has necessitated that related educational programs evolve to meet the needs of students, faculty, and employers alike. In order to prepare the next generation of power engineering professionals to meet the challenges ahead in the electric power sector, a new curriculum must be developed that includes core power engineering principals coupled with emerging aspects of smart grid technologies and clean energy integration. Such curriculum also needs to consider not only the end-use side of the power system within the smart grid definition, such as smart metering, communications and demand response aspects, but also other key enabling technologies throughout the whole transmission and distribution system and the entire energy supply chain. These include areas such as energy storage technologies, advanced power electronics at the transmission and distribution levels, networked control systems, automation, renewable and alternative energy systems integration, system optimization, real-time control, and other related topics. In addition, the evolution of power programs and curriculum in this emerging area must take into account significant input from industry constituents engaged in the manufacturing, implementation, operation, and maintenance of the new smart grid technologies and systems. By working collaboratively with industry to meet future employer needs, programs with newly developed course offerings will be able to better prepare students and existing professionals alike for the rapidly growing clean-energy, smart grid environment. This paper will provide an overview of a potential model for program structures and course developments in this critical area, including examples of initiatives already being developed and deployed.
Reed, G.F. ; Stanchina, W.E. ;
Dept. of Electr. & Comput. Eng., Univ. of Pittsburgh, Pittsburgh, PA, USA
Dept. of Electr. & Comput. Eng., Univ. of Pittsburgh, Pittsburgh, PA, USA
This paper appears in: Power and Energy Society General Meeting, 2010 IEEE
Issue Date : 25-29 July 2010
On page(s): 1 - 5
Location: Minneapolis, MN
ISSN : 1944-9925
E-ISBN : 978-1-4244-8357-0
Print ISBN: 978-1-4244-6549-1
INSPEC Accession Number: 11571052
Digital Object Identifier : 10.1109/PES.2010.5589617
Date of Current Version : 30 Setembro 2010
Issue Date : 25-29 July 2010
On page(s): 1 - 5
Location: Minneapolis, MN
ISSN : 1944-9925
E-ISBN : 978-1-4244-8357-0
Print ISBN: 978-1-4244-6549-1
INSPEC Accession Number: 11571052
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Date of Current Version : 30 Setembro 2010
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Edital do leilão A-5 não exige presença de autoprodutor
Ao contrário do ocorrido em Belo Monte, texto não impôs uma cota mínima de energia destinada aos autoprodutores
- 17 Nov 2010
- O Estado de Sao Paulo
- Karla Mendes /
- BRASÍLIA
Temendo dificuldades a respeito da formação de consórcios que deverão participar do leilão de novos empreendimentos de geração de energia do leilão A-5, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou ontem o edital sobre a operação com uma novidade. O texto não impôs uma cota mínima de energia das usinas que será destinada para os autoprodutores, condição que foi obrigatória no leilão de Belo Monte.
O diretor-geral da Aneel, NelsonHubner, disse àAgência Estado que os autoprodutores queriam ter um porcentual mínimo de energia garantido no edital do leilão A-5, mas a determinação do Ministério de Minas Energia foi de que essa diretriz não constasse no processo de licitação que ocorrerá no dia 17 de dezembro. “De um lado e de outro tem problemas de dar ou não essa preferência. Por um lado, estando fora do leilão, os autoprodutores ficam mais frágeis na negociaçãocom oprodutorindependente. Por outro lado, como se colocou em Belo Monte, a obrigatoriedadetambémdáumpesomuito grande para o autoprodutor. Ele pode modificar o resultado do leilão”, afirmou. “A empresa que quer entrar no leilão e não consegue um autoprodutor fica fragilizada. Foi uma dificuldade de Belo Monte”, admitiu. Talvez por isso, segundo Hubner, o ministério não tenha fechado essa diretriz para o leilão em questão.
Segundo Julião Coelho, diretor da Aneel, que foi relator do processo, no caso das usinas de Teles Pires, Sinop, Estreito, Ribeiro Gonçalves e Cachoeira, foi estabelecida obrigatoriedade de comercialização mínima de 85% da energia gerada para o mercado cativo. “O autoprodutor pode participar, mas se ele entrar, não muda a condição do edital”, reforçou.
Para as usinas do sistema isolado, o porcentual mínimo fixado foi de 10%. Para as Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) não há obrigatoriedade de venda de energia para o mercado cativo. O edital com as informações sobre o leilão está disponível no site www.aneel.gov.br.
Questionado sobre reportagem publicada ontem no jornal Folha de S. Paulo, segundo a qual o parecer do Ibama teria vetado a concessão de licença ambiental para a Hidrelétrica de Belo Monte, Hubner disse que não tem como a Aneel avaliar a questão, pois “não tem nada oficial do Ibama”.
O diretor-geral da Aneel também criticou os argumentos apresentados na matéria como responsáveis por invalidar a concessão da licença para o empreendimento. “As justificativas são muito frágeis. Falar que não foi feito o saneamento na cidade... Pode ser que a empresa não tenha apresentado um programa de como é que vai ser feito o saneamento”, argumentou. Procurado, o Ibama não se pronunciou sobre o assunto.
“É importante essaltar que a operação viabiliza alternativa até então inexistente de geração de energia elétrica, constitui criação de nova capacidade de geração e, consequentemente, expansão da oferta de energia no subsistema da Região Norte e na interligação do País”, escreveu o assistente técnico da Seae Gilson Marques Rebelo.
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São Paulo perde e Rio de Janeiro ganha participação na economia brasileira
- 18 Nov 2010
- Valor Economico
- Rafael Rosas
- Do Rio
A economia de São Paulo seguiu perdendo participação no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2008. As Contas Regionais, divulgadas ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que a participação do Estado na economia nacional passou de 37,3% em 1995 para 33,1% em 2008 — uma queda contínua, depois de 34,6% em 2002 e 33,9% em 2007.
“Há uma desconcentração econômica notória em função de uma perda da indústria por conta da guerra fiscal e dos incentivos dados por outros Estados”, explica Frederico Cunha, gerente da coordenação de contas nacionais do IBGE.
O resultado de 2008 mostra que, pela primeira vez desde 1995, a participação somada dos PIBs de Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraná fica igual à de São Paulo. Também foi a primeira vez que a participação dos demais 22 Estados, com 33,8% do total, supera a de São Paulo. Entre 2007 e 2008, o PIB paulista perdeu 0,8 ponto percentual de participação no bolo nacional, mas Cunha evita creditar essa baixa inteiramente à crise internacional.
“Não tem como dizer que o fator principal é a crise. Houve perdas no setor financeiro e na indústria em São Paulo, mas 47% da agricultura do Estado é cultivo de cana ou de laranja e os dois produtos tiveram resultado ruim em 2008”, diz.
A queda entre 1995 e 2008 foi mais pronunciada na indústria, uma vez que São Paulo passou de 44,4% do total do setor em 1995 para 33,9% em 2008. O Rio passou de 8% para 12,7% e ultrapassou Minas Gerais no segundo lugar. A indústria mineira cresceu menos e passou de 9,1% do total do país para 11% entre 1995 e 2008.
O setor de serviços mostrou um nível de concentração mais próximo ao PIB nacional e São Paulo, que representava 35,6% do total em 1995, passou para 33,4% em 2008. O Rio também perdeu participação e foi de 13,4% para 11,6% no período. A administração pública contribuiu para que os 19 Estados com menor peso no setor de serviços vissem a sua fatia no bolo ir de 17,9% em 1995 para 21,3% em 2008. Na agropecuária, a participação dos Estados no PIB do setor mostra desconcentração. O Estado líder, Minas, tinha 17,3% de participação no PIB do setor em 1995 e passou para 15,3% em 2008.
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Entidade critica expansão das usinas a fio d’água no Brasil
- 18 Nov 2010
- Valor Economico
- Rafael Rosas
- Do Rio
O desenvolvimento do uso da energia hidrelétrica dá ao Brasil destaque no setor, mas as usinas a fio d’água licitadas nos últimos anos não são, necessariamente, a melhor saída para garantir a sustentabilidade dos projetos. A afirmação é de Refaat Abdel-Malek, presidente da International Hydropower Association (IHA), que esteve no Brasil para apresentar a profissionais do setor o protocolo de sustentabilidade de projetos desenvolvido pela instituição, além de preparar o terreno para o congresso mundial da associação, que acontecerá no ano que vem em Foz do Iguaçu.
Abdel-Malek explica que o Brasil tem ótimos exemplos sobre a sustentabilidade nos projetos hidrelétricos existentes, com destaque para Itaipu, uma das razões por Foz do Iguaçu ter sido escolhida como sede do congresso. A sustentabilidade da maior hidrelétrica brasileira é elogiada pelo executivo, para quem o entorno do reservatório da usina é um exemplo de como questões ambientais e sociais devem ser tratadas em grandes projetos de energia.
“Itaipu estabeleceu um marco. Estamos realmente muito felizes sobre o modo como as coisas vão no Brasil. Não estamos preocupados, e isso inclui os novos projetos”, diz Abdel-Malek.
Para o executivo, o único senão é em relação à estratégia de redução drástica dos reservatórios nos novos projetos. A licitação de usinas a fio d’água foi uma das maneiras encontradas pelo governo para vencer as resistências em relação a projetos como Belo Monte. Abdel-Malek vê como uma depreciação do recurso natural a limitação do tamanho dos reservatórios e acredita que uma medida boa para os atuais habitantes pode significar um prejuízo para as gerações futuras.
“Vejo isso como se estivéssemos roubando das gerações futuras algo do qual eles poderiam se beneficiar. A saída [para Belo Monte] foi evitar a resistência, mas foi uma decisão de pouca visão”, argumenta. “Não estou dizendo para fazermos o investimento agora, mas para termos a visão prudente de não privá-los deste uso”, acrescenta.
Para tentar responder a questões sobre o que fazer para ter projetos hidrelétricos sustentáveis, a IHA publicou este ano um protocolo que estabelece critérios técnicos e objetivos sobre os pilares econômicos, sociais e ambientais envolvidos nos projetos. Abdel-Malek ressalta que a produção dos critérios contou com a colaboração não apenas da indústria, mas de diversos setores da sociedade civil, inclusive Organizações Não-Governamentais (ONGs) como WWF e The Nature Conservancy, tradicionais instituições de defesa ambiental.
“Não é o protocolo de uma indústria, mas de vários órgãos da sociedade civil e ambientalistas. É algo balanceado. Não pode ter o critério econômico sobre o social e o ambiental, e nem esses sobre o econômico”, pondera.
A expectativa da IHA é de que o uso do protocolo facilite trâmites para obtenção de financiamento e reduza pressões ambientais. Abdel-Malek ressalva que é importante que corporações e instituições financeiras treinem o uso do protocolo, de forma a evitar visões parciais, com resultados pouco balanceados. Para o especialista, é fundamental que as empresas comecem a usá-lo internamente.
“Estamos determinados a guardar a integridade. Não vamos permitir que ninguém use e abuse. Ficar com ideias parciais não é o que queremos”, afirma Abdel-Malek.
O diretor de desenvolvimento de negócios da GDF Suez no Brasil, Gil Maranhão, que também é diretor do IHA, acredita que um passo fundamental no Brasil será a admissão das regras definidas no protocolo por instituições governamentais como Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
“Temos que sentar e conversar”, diz Maranhão, para quem a inclusão do protocolo na análise de projetos por instâncias governamentais pode levar cerca de dois anos.
A IHA nasceu nos anos 90 exatamente para reduzir os atritos entre o setor hidrelétrico e a sociedade civil, governos e investidores. Abdel-Malek cita uma “campanha severa e injusta” contra a energia hidrelétrica na época. Desde então, a IHA busca aproximar a indústria dos tomadores de decisão, estudando a fundo preocupações ligadas ao desenvolvimento de hidrelétricas, como o impacto ambiental e social dos projetos.
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América do Sul atrai indústria nuclear
Projetos de geração de energia atômica gera corrida para fornecimento de tecnologia e equipamentos
- 18 Nov 2010
- Valor Economico
- Marcos de Moura e Souza
- De São Paulo Energia nuclear
A energia nuclear pode ganhar três novos adeptos na América do Sul. Chile, Equador e Venezuela trabalham em projetos de construção de usinas atômicas para a geração de eletricidade. O interesse já atrai países que detém tecnologia nuclear e veem na América do Sul um potencial novo mercado. Para os Estados Unidos, no entanto, as pretensões energéticas de alguns governos da região causam incômodo.
Atualmente, apenas México, Brasil e Argentina têm usinas nucleares gerando eletricidade. Os três discutem — com mais ou menos ênfase — a expansão da fatia de seu átomo na matriz energética.
De acordo com a Associação Mundial Nuclear, mais de 45 países em todo o mundo estão atualmente “ativamente considerando a possibilidade de desenvolver programas de energia nuclear”. Na América do Sul, os listados são Chile, Equador e Venezuela. ABolívia, segundo disse recentemente o presidente Evo Morales, também tem interesse em ingressar na era da energia nuclear. O país, no entanto, não é citado pela associação como um dos que estão realmente empenhados na ideia de adquirir um reator.
Na região, é a Venezuela quem parece estar mais avançada. Embora seja o maior exportador de petróleo da América do Sul, o país tenta reduzir sua dependência dos hidrocarbonetos, a exemplo do que fazem países árabes ricos em petróleo. No mês passado, durante visita à Rússia, o presidente Hugo Chávez firmou com o presidente Dmitri Medvedev uma parceria energética e chegaram a um acordo para a “construção e uso de uma estação de energia atômica no território da Venezuela”. O acordo prevê a construção de uma usina nuclear com dois reatores com capacidade de gerar 1.200 megawatts, segundo a estatal nuclear russa Rosatom.
Além da Rússia, outros dois grandes fabricantes de reatores também se movimentam para se aproximar dos novatos sul-americanos em assuntos nucleares. “Nossa relação principal é com a Agência Internacional de Energia Atômica, mas França e Coreia do Sul já nos ofereceram colaboração”, disse ontem Júlio Vergara, um dos membros do Conselho Diretor da Comissão Chilena de Energia Nuclear e professor da Faculdade de Engenharia de Pontifícia Universidade Católica do Chile.
Opaís assinou em setembroum acordo com a Argentina e outro, em outubro, com a França sobre treinamento, manuseio de resíduos, estudos sobre localidades para usinas e a formulação de um marco regulatório. O presidente Sebastián Piñera defende a ampliação das fontes de energia no país para garantir um crescimento anual de 6% a 6,5% pelos próximos anos. A geração nuclear seria uma nova fonte para o país dependente de gás natural cada vez mais escasso fornecido pela Argentina, do carvão e de hidrelétricas com potencial limitado de expansão.
“Temos conversado com Chile e eu mesmo já dei algumas palestras a eles”, disse ontem ao Valor o presidente da Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen), Odair Dias Gonçalves. “Eles estão interessados em como se organiza um órgão regulador, na formação de pessoas, em como evitar armadilhas.” Os dois países não têm, pelo menos até agora, nenhum acordo específico.
Gonçalves diz que Venezuela e Equador não buscaram apoio brasileiro para seus programas. O último assinou em agosto do ano passado um memorando de entendimento com Moscou que prevê apoio ao governo equatoriano em seus planos de desenvolver um programa de energia nuclear.
O Irã é outro país que aparece como parceiro no campo nuclear de outro pretendente sul-americano à energia nuclear: a Bolívia. No mês passado, em viagem ao Irã, o presidente Evo Morales reafirmou que pretende construir uma usina com ajuda de Teerã. “Não há nada a esconder: uma das coisas que estamos trabalhando com o Irã é, é claro, ter umausina nuclear para gerar eletricidade”, disse Morales.
Em reação às gestões de Chávez, o presidente americano, Barack Obama, disse que todos os países têm o direito de buscar fontes alternativas de energia. “Não temos nenhuma intenção nem interesse em aumentar as rusgas entre Venezuela e os EUA, mas achamos que a Venezuela precisa agir responsavelmente.” Washington disse que os direitos devem ser orientados por “tratados que estabelecem muito claramente qual o procedimento para monitoramento e segurança”.
Do ponto de vista de negócios, se os projetos da região forem a diante o Brasil, em tese, poderia vir a ser um fornecedor de serviços ou combustível. “O Brasil é um dos sete países do mundo que enriquecem urânio e um dos três, ao lado de EUA e Rússia, que possuem urânio e sabem enriquecê-los”. O país, no entanto, não exporta urânio. Se deveria passar ou não a fazê-lo é um tema que tem sido discutido no governo e entre especialistas. “Há uma grande mercado de prestação de serviços” que o Brasil poderia entrar, diz Gonçalves.
No passado, lembra ele, o ingresso de países no clube dos geradores de energia nuclear era visto com reservas e limitações. “Hoje é muito mais ‘business’.”
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quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Linhão do Madeira vai atrasar ao menos três meses, estima Cteep
Linhão do Madeira vai atrasar ao menos três meses, estima Cteep
Empresa avalia que demora na emissão de licença ambiental já tornou impossível cumprir cronograma
Por Luciano Costa
O lote D do Linhão do Madeira, com 2.383 quilômetros de extensão, vai atrasar sua entrada em operação em ao menos três meses devido à demora na liberação das licenças ambientais pelo Ibama. A conclusão foi apresentada nesta quarta-feira (10/11) pelo presidente da Cteep, César Ramirez, durante teleconferência com analistas de mercado. A linha, que vai conectar uma subestação em Porto Velho, Rondônia, a outra em Araraquara, interior de São Paulo, vai escoar a produção das hidrelétricas de Jirau e Santo Antonio, que estão sendo implantadas no rio Madeira. A Cteep possui 51% de participação na Interligação Elétrica do Madeira, que ainda tem como sócios Furnas (24,5%) e Chesf (24,5%).
"Tínhamos como limite obter a licença (prévia) em agosto. E, se recebêssemos antes, estaríamos aptos a adiantar um pouco a operação. Agora, passando a data limite, cada mês adicional que demore a LI vai impactar, no mesmo tempo, o término do projeto", revelou o executivo.
Pelo contrato de concessão, a linha tem de estar pronta para funcionamento em fevereiro de 2012. Nas contas de Ramirez, é impossível concluir o projeto antes de maio. O executivo, porém, destaca que a Cteep não teme sofrer penalidades por parte da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), uma vez que a responsabilidade pelo atraso caberia ao órgão ambiental. Ainda assim, ele afirma que a companhia deve protestar junto ao órgão regulador.
"O fato é que o tempo de concessão é diminuído conforme passa o tempo para entrada em operação. Estaremos na Aneel tentando recuperar esse tempo de concessão. Porque com isso você deixa de receber receitas futuras", afirma Ramirez. Segundo o presidente da Cteep, as últimas conversas com o Ibama criaram a expectativa de que a licença prévia saia ainda neste mês de novembro, com a licença de instalação sendo liberada em dezembro.
Leilões
O presidente da Cteep também garantiu que a copanhia estará na disputa do leilão de transmissão que será promovido pela Aneel em 9 de dezembro. Serão 685 quilômetros de linhas e dez subestações na licitação, com previsão de investimentos da ordem de R$890,9 milhões.
O presidente da Cteep também garantiu que a copanhia estará na disputa do leilão de transmissão que será promovido pela Aneel em 9 de dezembro. Serão 685 quilômetros de linhas e dez subestações na licitação, com previsão de investimentos da ordem de R$890,9 milhões.
"Estamos olhando e vamos participar. Ainda não temos qual dos lotes (iremos disputar), mas certamente vamos estar no leilão", afirmou Ramirez. O executivo ainda lembrou que, como a maior parte dos lotes do certame é de pequeno porte, a Cteep deve acabar entrando sozinha nas licitações, sem se aliar a consórcios.
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Depois do linhão do Madeira, Alstom Grid foca em Belo Monte
Depois do linhão do Madeira, Alstom Grid foca em Belo Monte
Companhia fechou contratos de US$400 milhões para ligar Rondônia a São Paulo e agora volta a atenção para o Xingu
Por Milton Leal
Por ter dimensões continentais, o Brasil deve ver as longas linhas de transmissão se tornarem cada vez mais comuns. Depois de arrematar um contrato de US$400 milhões para fornecer equipamentos para os mais de dois mil quilômetros do linhão do Madeira, que interligará as usinas de Santo Antônio e Jirau, em Rondônia, aos centros de carga no Sudeste, a Alstom Grid aguarda pelo leilão do projeto de transmissão que conectará a gigante hidrelétrica de Belo Monte ao Sistema Interligado Nacional (SIN).
Oriunda da cisão dos ativos da Areva T&D, que foi comprada após uma proposta conjunta entre Alstom e Schneider Electric, a Alstom Grid, que fabrica equipamentos e sistemas de transmissão de 72kV a até 800kV, está otimista com o futuro do mercado brasileiro de transmissão, que deve crescer cerca de 40% na próxima década. “O projeto de Belo Monte logicamente está no nosso radar. Estamos esperando a definição de como será feita a transmissão, se todas as linhas serão em corrente alternada ou contínua”, conta o presidente da empresa no Brasil, André Gesualdi, que assumiu a companhia com a experiência de 33 anos atuando na antiga Alstom T&D e na Areva T&D, marcas que antecederam a atual Alstom Grid.
No Brasil, a Alstom Grid está corporativamente instalada em São Paulo, onde são tocadas a unidade de negócios de sistemas, turnkey de subestações, automação e gestão das redes, além da parte de serviços. A companhia também possui a fábrica gaúcha de Canoas, na qual produz transformadores de potência, e a planta mineira de Itajubá, onde é fabricada uma série de componentes para linhas de transmissão.
Gesualdi se mostra bastante confiante quanto ao crescimento da empresa no País. “Estamos vendo um mercado extremamente promissor, crescente. Prevejo o crescimento da empresa no Brasil, não só alinhado com o crescimento do País em si, mas também em virtude dos novos projetos, da Copa do Mundo, Olímpiadas etc".
No ano passado, a divisão brasileira da Alstom Grid faturou R$170 milhões de euros, o que corresponde a 5% do faturamento global da empresa, que possui 90 plantas industriais espalhadas pelo globo. Gesualdi prefere não revelar qual deve ser o incremento no resultado de 2010.
Além do projeto de transmissão do Madeira, para o qual a empresa fornecerá os equipamentos para as estações conversoras / inversoras localizadas em Porto Velho (RO) e Araraquara (SP), a Alstom Grid ainda possui um contrato de R$55 milhões para entregar duas subestações para a Chesf. As instalações são Suape II e Suape III, de 500/230kV – 600MVA e 230/69kV – 200MVA, respectivamente. Recentemente, a companhia também fechou um acordo de R$45 milhões com o Grupo Bertin para fornecer uma subestação e transformadores de potência para uma das usinas termelétricas que o grupo constrói na Bahia.
Como toda empresa do setor elétrico, a da Alstom Grid também está atenta à bola da vez: as smart grids. No Uruguai, a companhia assinou um acordo de cooperação com a Administracion National de Usinas y Transmisiones Electricas para estudo e desenvolvimento de projeto-piloto de rede inteligente. O objetivo do estudo é integrar fontes de energias renováveis, a serem distribuídas por um sistema smart energy que assegura a confiabilidade e a estabilidade da rede. No Brasil, Gesualdi conta que ações conjuntas com a Cemig, Light e Eletropaulo também estão sendo desenvolvidas. "Estamos acompanhando a evolução desse processo. Não vamos ficar de fora", resume.
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ade aprova consórcio da usina de Belo Monte
- 17 Nov 2010
- O Estado de Sao Paulo
Como esperado, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou ontem a formação do consórcio Norte Energia, responsável pela construção e operação da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu (PA). Não há histórico de reprovação de consórcios como este na história do órgão antitruste. Apesar de considerar um processo simples, o relator do caso, Olavo Chinaglia, resolveu levá-lo a plenário por causa da relevância econômica da atividade.
Um dos principais pontos que levam a retirar qualquer temor em relação a riscos concorrenciais é o fato de ser uma obra nova em uma área em que não existe a atividade – tecnicamente chamado de greenfield. “Este é um investimento em projeto que estará ativado apenas em 2015”, comentou Chinaglia. O conselheiro ressaltou ainda a intervenção estatal nesse negócio com o intuito de garantir o abastecimento de energia elétrica no longo prazo na região.
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segunda-feira, 15 de novembro de 2010
Electric vehicles are not a good solution
- 12 Nov 2010
- National Post
- DAVID GRAINGER Reincarnation
- National Post david@guildclassiccars.com
Electric cars are nothing new and the problems implicit to electric cars are just as old, but there are some new wrinkles.
LARZ ANDERSON COLLECTIONElectric cars, such as this 1908 Bailey Electric Victoria Phaeton, outsold their gasoline-powered counterparts during the early 20th century.Battery-powered vehicles actually predate gasoline-powered cars. The first electrically powered carriages and cars appeared in the 1830s.
During the early 1900s, electric cars were in many ways more popular than gasoline-powered vehicles and outsold all other cars quite handily. In part it was their reliability and the fact that gasoline-powered vehicles were smelly, difficult to drive and even more difficult to start. Range was not much of a problem as people were not yet used to commuting or wandering more than a few short kilometres from home. By the middle of the 1910s, however, the market share for electric cars was quickly lost to gasoline-powered cars. It was General Motors — or, more accurately, Cadillac — that killed the electric car for the first time by introducing self-starters.
In the time since the early 20th century, electric cars have rarely been seen as anything but an anachronism championed by a small lunatic fringe, little more than curiosities that occasionally merited an article in Mechanix Illus
trated.
In the 1990s, General Motors famously developed and leased out a fleet ofelectric cars and then even more famously crushed them despite the pleas of their drivers and the public at large.
This brings us to the present and the resurgence of interest in electric cars. Hybrids have been on the road for some time now and full electric cars with a useful range and speed range are just months away from the dealers’ showrooms. That said, I really wish the electric car would die once more. It is not that I relish a world laid low by the toxic flatulence of the petrochemical nightmare the gasoline-powered car has created. It is, in fact, because of that.
The introduction of electric cars does more harm than good and is not a solution to any environmental problems. For a start, the energy that propels electric cars down the road has to come from somewhere. While their owners are blissfully sleeping, content in the knowledge that their contribution to a healthy environment is in the garage charging overnight, the coal-and gas-fired electrical generation plants are working overtime burning petrochemicals to transform into electricity.
Some supporters will argue that these plants can be made more efficient and will then produce less pollution than gasoline-powered cars, but that does not take into account the toxic batteries that power these cars. The raw materials for these batteries are mined in Canada, refined in China and packaged in Japan and then sent back to us to be used until they die. Then we have to dispose of them as toxic waste. None of this is environmentally friendly.
The cars themselves are made from lightweight plastics and composites with very little recyclable materials incorporated.
In a sense, a 1958 Edsel is by far more environmentally friendly as the materials from which it is made can be almost completely and easily recycled.
The worst part is that the automakers are rushing to create more and more of these cars in a huge green-washing campaign while real solutions are ignored. The most environmentally friendly cars and those we should all be demanding would be powered by hydrogen. They would be fully and easily repaired with a minimum service life of 20 years or more and could be easily recycled once they die. If you doubt a carmaker’s ability to create a vehicle with a 20-year shelf life, just think of aircraft. A 20-year-old Cessna is not considered especially old.
Electric cars are dangerous because, like alcohol-based fuels, the man behind the curtain is making make us feel like his magic is real when in fact it is all just an illusion. The choking fumes are relentless; we are just moving them down the road.
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